Sociedade | 11-01-2022 21:00

VFX não quer perder mais fundos comunitários

VFX não quer perder mais fundos comunitários

Vila Franca de Xira, à semelhança de Mafra e Loures, poderá perder milhões de euros no próximo quadro comunitário de apoio se continuar agregada à Área Metropolitana de Lisboa. O presidente da autarquia já manifestou o interesse de aderir à nova NUT II que vai ser proposta à Comissão Europeia, agregando Oeste, Lezíria e Médio Tejo.

Vila Franca de Xira está a ser prejudicada no acesso a fundos comunitários por estar inserida na Área Metropolitana de Lisboa (AML). O município tem a média de rendimentos per capita mais baixa de entre os municípios da área metropolitana e o presidente da câmara, Fernando Paulo Ferreira, defende a sua transferência para outra unidade territorial, admitindo a hipótese de se juntar à prevista nova NUT II, que vai juntar o Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo.
O acesso a fundos comunitários, recorde-se, é feito mediante Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUT). O objectivo é discriminar positivamente os territórios que mais precisam de apoios para se poderem desenvolver.
No congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), o primeiro-ministro António Costa já havia afirmado que o Governo vai apresentar a Bruxelas a proposta de criação de duas novas NUT II, a da península de Setúbal e a do o Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo. É nesta última que Vila Franca de Xira, Loures e Mafra querem ser colocadas já a partir de 2023.
“Só por estarmos na AML temos acesso a um menor volume de apoios financeiros comunitários do que, por exemplo, Alenquer, que está na unidade do Oeste. Também somos comparticipados no Programa 2030 a 40 por cento quando eles têm um financiamento muito maior”, lamenta Fernando Paulo Ferreira. O autarca está em conversações com os presidentes de Loures e Mafra no sentido de concertarem posições visando a integração futura na nova NUT que abrange o Oeste e as duas sub-regiões do distrito de Santarém.
“Seria muito importante termos uma maior percentagem de investimento. Se a margem sul ficou isolada relativamente à restante AML, faz sentido continuar a discutir esta nossa solução, que nunca foi uma discussão fácil. Se o governo está disponível para pensar sobre isto vamos voltar a colocar a questão em cima da mesa”, assegura o autarca.
O novo presidente de Vila Franca de Xira diz mesmo que se trata de um momento que pode alterar completamente a dinâmica de investimento no concelho para a próxima década.

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