Sociedade | 28-01-2022 18:00

Massacre de animais na Torre Bela continua sem culpados

Massacre de animais na Torre Bela continua sem culpados

Caçada em Azambuja onde foram mortos 540 animais ocorreu há mais de um ano. O Ministério Público mantém o processo aberto mas sem arguidos ou acusação.

O inquérito criminal aberto pelo Ministério Público sobre o massacre de animais de grande porte na Quinta da Torre Bela, concelho de Azambuja, que aconteceu em Dezembro de 2020, continua sem arguidos nem acusação deduzida. O motivo para o arrastar do processo, que continua em investigação, deve-se à dificuldade na audição dos envolvidos, já que o grupo organizador da caçada e os caçadores são de nacionalidade espanhola. Desconhece-se também o destino dado aos 540 animais mortos.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que também abriu um inquérito, cancelou as licenças de caça na Torre Bela e apresentou queixa-crime contra Mariano Morales, responsável da empresa promotora Monteros de la Cabra e contra desconhecidos. O ICNF confirmou a O MIRANTE que o caso continua nas mãos do Ministério Público. Recorde-se que, segundo o ICNF, as diligências desenvolvidas na altura permitiram, com base em provas recolhidas, “apurar fortes indícios da prática do crime contra a preservação da fauna e das espécies cinegéticas”.
Por sua vez, a Câmara de Azambuja optou por não se fazer assistente do processo, apesar de na altura condenar a matança e pedido informação ao ICNF e Ministério da Agricultura sobre as circunstâncias em que decorreu a caçada. Recorde-se que a realização da montaria naquele local chegou a associar-se a uma “limpeza geral” naquele terreno – que já estava a ser desmatado – onde vai ser instalada uma mega central fotovoltaica. A hipótese foi desde logo negada pelas empresas promotoras do projecto.
A caçada onde foram mortos cerca de 540 javalis, veados e gamos chocou o país por ter decorrido num terreno completamente murado, não dando escapatória possível aos animais e pela forma como o grupo de caçadores se vangloriou do feito, divulgando fotografias nas redes sociais. Tanto as imagens publicadas como as páginas na Internet dos Monteros de la Cabra foram apagadas nos dias seguintes.

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