Corte sem cuidado de relva e erva nos passeios de Arcena provoca estragos em carros
Armindo Silva é um dos moradores de Arcena que ficou com o vidro do carro partido por pedras projectadas pelas roçadoras. O prejuízo é superior a 400 euros e a luta com as seguradoras para ser ressarcido tem sido uma dor de cabeça. Presidente da junta concorda que a situação não é aceitável e vai exigir medidas às empresas que prestam o serviço.
Alguns automóveis estacionados nas ruas da União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho estão a aparecer danificados por pedras projectadas pelas roçadoras de corte de ervas nos passeios e de relva nos canteiros dos espaços públicos. Os alertas dos moradores não são novos, mas a situação tem-se agravado nos últimos meses. A situação poderia ser evitada se fossem colocadas protecções para evitar que os carros sejam atingidos pelas pedras e o facto de isso não ser feito está a indignar os afectados. Muitos automóveis estão a aparecer com a pintura danificada e outros com vidros partidos.
Na praceta da Rua João Tarré Ribeiro, em Arcena, pelo menos quatro viaturas já ficaram com vidros partidos na sequência do corte da relva. Uma das viaturas é de Armindo Silva. “Por sorte precisei de sair quando eles andavam a cortar a relva e assim que entrei no carro o vidro traseiro partiu-se todo”, conta a O MIRANTE. Armindo Silva fez queixa na polícia e para ser ressarcido do prejuízo, de 400 euros, é uma dor de cabeça. Primeiro a seguradora não queria assumir a culpa, depois a peritagem foi demorada e por fim queriam uma oficina diferente daquela onde Armindo Silva colocou o automóvel. “Há mais de quinze dias que anda esta embrulhada e o carro faz-me falta por ser um carro adaptado a um familiar com deficiência”, critica.
António Figueiredo, residente na mesma praceta, conta que outro vizinho já mudou de vidro duas vezes e não sabe porquê. “Esta é certamente a causa”, refere, alertando que as pessoas devem estar vigilantes. “Quando virem os trabalhadores a cortar a relva sem protegerem os automóveis devem avisar a polícia e a junta de freguesia porque não lhes custa nada andar um homem a cortar e o outro com uma placa a proteger os carros”, defendem.
A situação, confirma o presidente da junta de freguesia, Cláudio Lotra, não é caso único na localidade e tem acontecido um pouco por todo o território. O autarca admite que casos destes têm sido registados “com frequência”, não só por parte de empresas contratadas para fazer o corte de ervas e relva dos espaços verdes como às vezes também por parte dos funcionários da junta de freguesia. Nestas situações é accionado o seguro.
O autarca reconhece que estas ocorrências, a que chama acidentes, “acontecem quando não se tomam as devidas precauções”, critica. O autarca, que falava sobre o assunto na última assembleia de freguesia, diz que as empresas devem ser responsáveis e proteger os bens, neste caso os automóveis dos moradores. Cláudio Lotra promete intervir junto das empresas para que mudem a forma de trabalhar no espaço público com a maior brevidade possível.


