Sociedade | 19-08-2022 18:00

Oposição quer que desapareça do mapa rotunda do Campino em Santarém

A rotunda do Campino, em Santarém, nos tempos em que ainda tinha as esculturas no seu miolo

Vice-presidente da Câmara de Santarém concorda que a estrutura em betão, contra a qual já morreram dois automobilistas, deve ser removida para se dar mais dignidade ao local. Obras devem avançar para o ano.

A chamada rotunda do Campino, no acesso sul a Santarém pela circular urbana D. Luís (vulgo Rua O), vai ser reformulada por forma a dar-lhe mais dignidade. A estrutura em betão é apontada por muitas vozes como um perigo para a segurança rodoviária e no local já morreram dois automobilistas na consequência de embates contra o rebordo da rotunda. A oposição tem reclamado uma intervenção no local e, na última reunião de câmara, o vice-presidente do município, João Leite (PSD), informou que já foi elaborado um projecto, estando a autarquia em condições de lançar concurso para execução das obras e realização das mesmas em 2023.
O assunto foi levado à reunião do executivo pelo vereador socialista Manuel Afonso, que defendeu que aquela rotunda “tem de desaparecer dali” nem que seja a golpes de camartelo, para se criar em seu lugar uma rotunda “agradável Embelezada com espaços verdes”. Na resposta, João Leite ressalvou que a rotunda oferece os requisitos exigidos ao nível da segurança e mobilidade mas não ao nível da dignidade que se pretende para aquele local, onde conflui muito trânsito em direcção à cidade, ao Retail Park e também ao CNEMA.
A chamada rotunda do Campino, construída na primeira década deste século, é assim chamada por ter tido, em tempos, figuras escultóricas representativas de campinos e cabrestos no seu miolo. Há vários anos que as estátuas foram removidas por se encontrarem degradadas e o que existe ali agora é um imenso disco de cimento no meio da estrada. Em 2014, um grupo de cidadãos avançou com uma petição pública online dirigida ao presidente da Câmara de Santarém a solicitar que seja destruída a estrutura de betão da rotunda do Campino, pouco depois de ali ter perdido a vida, vítima de acidente, o empresário David Clemente, residente em Santarém, após um embate frontal. A família da vítima pôs a Câmara de Santarém em tribunal.
“Sem essa estrutura de betão, que foi construída para colocar uma estátua, a morte do David poderia ter sido evitada. Para além disso e de acordo com as disposições normativas sobre dimensionamento de rotundas, publicadas pelo Infraestruturas de Portugal (IP) , é desaconselhável a construção de rotundas em locais que não assegurem os indispensáveis níveis de visibilidade”, alegavam os autores da petição, que alertavam também para a rotunda do Continente, com perfil semelhante. O assunto foi também diversas vezes abordado em assembleias municipais.

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