Antigo presidente do Cartaxo responde por negócio que lesou a câmara
Em causa está um ajuste directo para limpeza urbana que envolveu dois empresários do ramo da publicidade, que nada tinham a ver com limpeza.
O antigo presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Varanda, vai começar a ser julgado no Tribunal de Santarém por ter lesado o município em cerca de 55 mil euros. O ex-autarca, que sucedeu a Paulo Caldas, de quem era vice-presidente, está acusado de um crime de participação económica em negócio num caso de uma contratação de serviços de limpeza urbana por contrato por ajuste directo.
Paulo Varanda contratou o serviço a um empresário ligado ao negócio da publicidade e marketing, Paulo Carvalho, que cedeu a sua posição contratual a Ernesto Nobre, um empresário de Santarém ligado aos brindes publicitários. O negócio foi feito na altura, em 2013, através da empresa municipal Rumo 2020, de que era presidente Mário Silvestre, também comandante dos bombeiros municipais e actual adjunto da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
O Ministério Público suspeita de um esquema em que seria Ernesto Nobre desde o início o destinatário do dinheiro e defende a teoria de que o negócio foi feito em acordo entre o ex-autarca, o ex-comandante dos bombeiros e os dois empresários, com o objetivo de lesar as contas da câmara.


