Sociedade | 24-09-2022 18:00

Proposta para desagregar Póvoa e Forte da Casa pronta em Outubro

António Inácio é o rosto do movimento que quer acabar com a União de Freguesias de Póvoa e Forte da Casa mas tem a oposição da presidente da junta, Ana Cristina Pereira

Passo necessário para concluir a proposta de desanexação das freguesias de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa será dado em assembleia de freguesia que se realiza a 22 de Setembro. António Inácio acredita poder contar com o apoio das diferentes bancadas mas a presidente da junta já se mostrou contra a desanexação.

Até ao final de Outubro, se tudo correr como previsto e sem entraves burocráticos, o movimento independente António Inácio Póvoa mais Forte (AIPM) quer ter pronta a proposta final para dar início ao processo de desagregação da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, no concelho de Vila Franca de Xira.
O autarca diz a O MIRANTE que o movimento já reuniu todas as plantas e informações técnicas necessárias à execução da proposta e já na próxima assembleia de freguesia, que se realiza a 22 de Setembro, será dado mais um passo rumo à produção final da proposta, já que o AIPMF irá solicitar à junta de freguesia o envio de toda a documentação necessária para fechar o processo.
“A junta tem dez dias para nos responder e depois disso estaremos em condições de apresentar a proposta final de desanexação da união para ser discutida e votada”, explica António Inácio, que acredita ter o apoio da maioria das bancadas para que o Forte da Casa volte a ser uma freguesia independente.
Caso a proposta passe em assembleia de freguesia terá de ir a votação em assembleia municipal e depois a plenário da Assembleia da República. “A proposta está em bom ritmo e acreditamos desta forma poder reverter a união de freguesias. Ao contrário do que se pensa o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria têm todas as condições previstas na lei, incluindo área, para que sejam novamente declaradas freguesias independentes”, defende.
Uma certeza é que a proposta contará com a objecção do Partido Socialista, que tem o poder na união de freguesias, com a presidente Ana Cristina Pereira a mostrar-se contra essa ideia. Numa recente entrevista a O MIRANTE, recorde-se, a autarca defendeu que as duas localidades serão mais fracas separadas do que juntas e considera a questão extemporânea lembrando que a união favorece a partilha de meios e recursos humanos entre a Póvoa e o Forte da Casa.
Recentemente a autarca já tinha vindo a público criticar novamente a ideia, lembrando que antes da agregação o Forte da Casa tinha um quadro de pessoal diminuto, sem técnicos superiores e com elevados serviços externalizados tendo ganho qualidade e escala depois da união com a Póvoa de Santa Iria. O Forte da Casa, recorde-se, ganhou o estatuto de freguesia em 1985 e perdeu-a em 2013 com a criação das uniões de freguesia.

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