Sociedade | 25-09-2022 20:59

Falta de médicos compromete serviço de Cardiologia do CHMT

Escalas diurnas do serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo estão comprometidas devido à falta de médicos. Presidente do conselho de administração do CHMT diz que instituição está a fazer o possível para assegurar respostas à população.

A falta de médicos no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) está a comprometer o serviço de Cardiologia, uma vez que este tem sido assegurado apenas durante o período da noite, entre as 20h30 e as 08h30. No período diurno, entre as 08h30 e 20h30, as falhas são muitas e ocorrem há alguns meses.
A situação foi denunciada ao nosso jornal por um profissional da instituição que pediu para não ser identificado no artigo. O clínico afirma que “recentemente verificou-se a saída de mais um elemento”, dificultando ainda mais a prestação do serviço.
Contactado por O MIRANTE, Casimiro Ramos, presidente do conselho de administração do CHMT, confirma as dificuldades em completar a escala de serviço diurno na Cardiologia “nos últimos três meses. O dirigente sublinha que a falta de clínicos é um problema de fundo e que tem afectado sobretudo a Cardiologia e Obstetrícia. “Estamos a tentar preencher as escalas para nos próximos meses não termos este problema”, assegura, acrescentando que existe um protocolo de colaboração entre a direcção de serviço de Cardiologia e a Urgência para efectuar um serviço de consultadoria caso não haja médico disponível. “A actividade programada, por exemplo, de pacemaker ou consultas, tem sido assegurada. O único constrangimento que tem existido é no apoio à urgência, embora o próprio serviço de urgência tenha capacidade para responder a alguns serviços”, salienta.
Casimiro Ramos refere que a falta de médicos no CHMT tem sido pontual, mas deve ser cada vez mais evitada para assegurar respostas adequadas à população. O presidente lembra que os serviços de Urgência Geral, Ortopedia, e Anestesia têm sido exemplares na captação de médicos. “Isto deve-se à grande dinâmica dos directores de serviço. Se tivéssemos mais médicos era muito melhor porque não havia tanta sobrecarga de trabalho. Estamos a fazer reuniões semanais para articular de forma a dar as respostas necessárias, mesmo sabendo que temos de lidar com a escassez de recursos que, infelizmente, deverá continuar a existir”, vinca.

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