Sociedade | 25-09-2022 15:00

Monumento ao combatente de VFX ganhou nova dignidade

Autarcas, dirigentes associativos e militares assinalaram os 93 anos do núcleo de Vila Franca de Xira já celebrados na nova localização do monumento

Monumento foi movido para nova localização e a primeira cerimónia oficial no novo espaço teve lugar na manhã de 10 de Setembro evocando os 93 anos do Núcleo de Vila Franca de Xira da Liga dos Combatentes.

O monumento de homenagem aos combatentes do concelho de Vila Franca de Xira ganhou uma nova localização este Verão, sete anos depois de ter sido inaugurado, deixando de estar situado no Largo 5 de Outubro, frente ao cemitério, para ocupar agora um espaço de destaque no parque urbano Luís César Pereira, também conhecido por jardim de Santa Sofia.
O objectivo foi dar mais visibilidade e dignidade ao monumento permitindo ao mesmo tempo a contemplação e mantendo a sobriedade da escultura, algo que não era possível na anterior localização. A primeira cerimónia oficial na nova localização teve lugar na manhã de sábado, 10 de Setembro, com as cerimónias evocativas do 93º aniversário do núcleo de Vila Franca de Xira da Liga dos Combatentes. Estiveram presentes representantes de vários núcleos nacionais, associações militares, ex-combatentes e autarcas. Foram depositadas coroas de flores em memória dos falecidos e entregues diplomas e condecorações aos presentes.
O calor intenso, aliado à idade de muitos dos participantes, levou a que alguns se tenham sentido mal e precisassem de assistência ligeira no local. A maioria considerou que a nova localização do monumento faz sentido. “Está melhor num espaço digno e recatado, onde podemos lembrar os camaradas que já partiram”, disse Justino Nobre, ele próprio militar que serviu na guerra do Ultramar. Todos os dias, diz, vive com a chaga das memórias do que viveu em África. “São cicatrizes que não se curam, vão-se aguentando”, confessou.
O monumento ao combatente era há muito uma reivindicação da comunidade e tornou-se realidade em 2015 numa parceria entre o município e o núcleo da cidade da Liga dos Combatentes no âmbito do centenário da primeira Grande Guerra. Da autoria do escultor João Duarte, é uma obra conceptualmente abstrata com elementos geométricos baseados na pureza triangular de linhas simples e verticalidade acentuada, transmitindo sobriedade e meditação. Visa imortalizar a memória de todos os combatentes naturais do concelho que perderam a vida em combate.

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