Sociedade | 25-09-2022 18:51

Segundo banco de leite humano para bebés começa a funcionar amanhã  

FOTO ILUSTRATIVA – FOTO DR

As dadoras devem ser mães com bebés com menos de seis meses por causa da qualidade do leite que tem de ser adequada a um bebé recém-nascido.

Abre na segunda-feira, o segundo Banco de Leite Humano do país, no Hospital de São João, no Porto. Até agora o único existente era do da Maternidade  Alfredo da Costa, em Lisboa. Os dois equipamentos destinam-se a “salvar vidas de bebés doentes” e vivem da “generosidade” das mães dadoras. 

A equipa do Banco de Leite Humano do Norte junta farmacêuticos, especialistas em patologia clínica, nutricionistas, entre outros profissionais e técnicos. A directora clínica do Hospital de São João, Maria João Baptista destacou que o processo de doação, conservação, processamento e utilização do leite é muito auditado, “um processo que pauta por estar assegurada a segurança microbiológica do leite”. 

“Quando o leite chega ao hospital congelado é armazenado em máquinas de frio. Depois é testado em termos microbiológicos e, se estiver em condições, é pasteurizado e distribuído para os serviços de neonatologia que dele necessitem”, descreveu. 

Antes, o processo inicia-se com a recolha, em casa, de leite por parte das mães dadoras, mães que são avaliadas e fazem análises para se perceber se as suas condições de saúde permitem que esta doe leite e que esse leite é seguro para os outros bebés que estão doentes. 

As dadoras devem ser mães com bebés com menos de seis meses por causa da qualidade do leite que tem de ser adequada a um bebé recém-nascido. 

Podem beneficiar deste leite doado bebés prematuros, cujas mães não estão biologicamente preparadas para amamentar, ou seja, devido à antecipação da chegada dos filhos ainda não tenham leite materno ou até o tenham mas não em quantidade suficiente. 

Também beneficiam deste projecto bebés internados por longos períodos nos serviços de neonatologia após, por exemplo, cirurgias longas ou recobros demorados, cujas mães até tinham leite, mas esse acabou durante o processo de recuperação do filho. 

Entre os benefícios estão conseguir que o bebé seja alimentado mais cedo, isto é, conseguir alimentar o bebé pelo trato digestivo, em alternativa a usar soros e alimentações administradas nas veias. 

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