Sociedade | 26-09-2022 12:00

Projecto combate exclusão social e discriminação no Bairro Azul da Póvoa de Santa Iria

Bairro tem duas centenas de moradores de várias etnias e nacionalidades

Actualmente vivem no Bairro Azul mais de duas centenas de pessoas de diferentes estratos sociais e etnias.

Quem vive no bairro PER (Plano Especial de Realojamento) da Quinta da Piedade na Póvoa de Santa Iria, também conhecido por Bairro Azul, ainda sente discriminação da restante comunidade e para combater esse preconceito foi lançado um projecto que visa mudar mentalidades. Através da exposição de fotografia “Olhos que Sentem”, visitável até final de Setembro no espaço cidadão da Quinta da Piedade, pretende-se promover a inclusão social e a diversidade através dos rostos que habitam e vivem o bairro diariamente. Faz parte do projecto Arte For All, uma iniciativa criada pela Câmara de Vila Franca de Xira com o objectivo de promover a inclusão e a diversidade.
A exposição “Olhos que Sentem”, com fotografias de Ana Catarina Brito, é uma das várias iniciativas do projecto onde os moradores se dão a conhecer ao resto da comunidade povoense. Sara Bico é psicóloga educacional e Elsa Pereira é animadora sociocultural. Ambas trabalharam no projecto e reconhecem que muitos moradores do bairro acabam por ficar isolados numa bolha social face ao resto da comunidade. O que, dizem, não pode acontecer.
Actualmente o Bairro Azul tem duas centenas de moradores, de vários estratos sociais e onde se incluem cidadãos de etnia cigana, cabo-verdianos, angolanos e moçambicanos. “Qualquer povo, com respeito e amor ao próximo, consegue coabitar, trabalhar e aprender lado a lado”, consideram as técnicas a O MIRANTE.

Procurar uma vida melhor na Póvoa
Fátima Duarte, Angelina Santos e Maria Rosete são algumas das moradoras do bairro que vieram de países de língua oficial portuguesa em busca de uma vida melhor e que hoje frequentam os espaços do centro comunitário onde decorrem estes projectos. Dizem que é uma forma de conviver e de melhorar as relações entre todos.
Cláudia Tavares, 23 anos, é técnica no “Arte For All” há cerca de um ano e faz parte das camadas jovens que passaram a adolescência inseridas nestas actividades. Diz que o projecto veio mudar a forma como as pessoas lidam umas com as outras no bairro, ligando-as, dando-as a conhecer e criando laços mais fortes, o que considera ser essencial para um bairro justo, harmonioso e saudável. Lamenta, no entanto, que há vários anos as coisas tenham sido diferentes, com problemas entre os moradores, mas hoje sente-se feliz por o espaço ser seguro e cheio de vida.

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