Sociedade | 27-09-2022 07:00

Edição Semanal. Ministério da Educação cancela abertura de jardim-de-infância em Tomar

Paulo Macedo acusa Ministério da Educação de ter voltado com a palavra atrás

Paulo Macedo, director do Agrupamento Templários, fala em “razões economicistas”. Situação obriga pais das crianças colocadas no jardim de infância a procurar alternativas noutros estabelecimentos da cidade.

O jardim-de-infância da Escola Básica de Santa Iria, em Tomar, não vai funcionar no ano lectivo 2022/2023, ao contrário do que estava previsto. Tendo em conta que já existiam 15 crianças inscritas e uma educadora colocada, os pais e encarregados de educação vão ter de procurar outros destinos para os seus filhos, sabendo à partida que na cidade vai ser muito difícil encontrar mais vagas disponíveis.
A informação foi dada a O MIRANTE pelo director do Agrupamento de Escolas Templários, Paulo Macedo. O dirigente explicou que no âmbito da rede escolar, a proposta de abertura do jardim-de-infância foi aprovada pelo Ministério da Educação a 22 de Junho. “Foram realizadas obras para que o espaço pudesse receber as crianças, nomeadamente requalificação dos sanitários e aquisição de mobiliário adequado para as crianças poderem estar em segurança”, disse. No entanto, a poucos dias da abertura do ano lectivo, o Ministério da Educação voltou com a palavra atrás.
Perante a decisão do Governo, Paulo Macedo explica que enviou um ofício ao secretário de estado da Educação a solicitar esclarecimentos e a pedir para cumprirem com a ideia inicial. Na quarta-feira, 14 de Setembro, o director do agrupamento aproveitou a ida de António Leite à apresentação do “Manifesto do Estudante”, na Escola Secundária Jácome Ratton, em Tomar, para voltar a questionar o governante sobre o assunto. Segundo Paulo Macedo, António Leite “não disse que sim nem disse que não”.
As razões para a reversão da primeira decisão, segundo o director, são “economicistas”, tendo sido sugerido ao agrupamento encontrar uma solução para que os alunos incritos “sejam distribuídos por outros jardins-de-infância da cidade”.
Uma decisão que deixa Paulo Macedo inconformado, uma vez que “foi gasto dinheiro dos cofres municipais”, para além de ser uma preocupação acrescida para os pais e encarregados de educação das crianças terem de encontrar uma solução à ultima hora.

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