Sociedade | 02-10-2022 15:00

PJ investiga desfalque de 100 mil euros na Junta de Santiago de Montalegre

Pedro Carreira, secretário da Junta de Freguesia de Santiago de Montalegre, está a ser investigado pela Polícia Judiciária. fotoDR

Secretário da Junta de Freguesia de Santiago de Montalegre admite que investiu mais 100 mil euros da autarquia numa aplicação financeira. Presidente da junta confirma movimentos financeiros suspeitos. A Polícia Judiciária está no terreno para perceber se há crime.

Faltam mais de 100 mil euros nas contas da Junta de Freguesia de Santiago de Montalegre, no concelho do Sardoal. Foi a própria presidente do órgão autárquico, Dora Santos (PSD), que deu pela falta do dinheiro, que terá sido usado pelo actual secretário da junta, Pedro Carreira, durante o anterior mandato, para investir numa “aplicação financeira”.
Dora Santos confirmou a O MIRANTE “movimentos financeiros suspeitos” no órgão que dirige e denunciou o caso à Polícia Judiciária, que já esteve nas instalações da junta a recolher informações. A presidente da junta não se quis alongar nas declarações remetendo todos os esclarecimentos para a assembleia de freguesia da próxima sexta-feira, 30 de Setembro. O montante em causa é superior ao orçamento anual da junta, que andará pelos 30 mil euros, pelo que a situação está a condicionar a gestão da autarquia.
Pedro Carreira, o número dois da lista do PSD que venceu as últimas eleições autárquicas na freguesia, disse a O MIRANTE que, de facto, a junta não tem acesso a esse montante, mas assegura que os cerca de 100 mil euros “estarão disponíveis em meados do mês de Outubro”, não querendo entrar em pormenores nem dizer ao nosso jornal em que aplicação financeira investiu o dinheiro nem a que título.
O secretário da junta também confirma que garantiu a Dora Santos que o dinheiro voltaria para a posse da junta no final do mês de Setembro, o que não irá acontecer. Confrontado com a pergunta de O MIRANTE se iria comparecer na assembleia de freguesia de sexta-feira respondeu: “Não sei.” Pedro Carreira tem o curso de Economia tirado no ISEG, em Lisboa, e é director administrativo numa empresa de Vila de Rei.
O presidente da concelhia do PSD considera que “se os factos se comprovarem obviamente” que retirará a confiança política ao actual secretário da junta. Pedro Rosa espera, no entanto, que seja o próprio Pedro Carreira que abdique do cargo que ocupa, se comparecer na assembleia de freguesia.
Pedro Duque, vereador da oposição e líder da concelhia do Partido Socialista, disse ao nosso jornal “não haver nada de concreto, nada de objectivo”, sobre o qual se possa pronunciar em “termos formais”. Duque contou que os eleitos do PS na assembleia de freguesia “procuraram o apoio da concelhia”, a solicitar o quanto antes, e nos termos regimentais, “esclarecimentos quanto a esse conjunto de informações que correm entre a população”.
“O que lhes disse foi que a junta de freguesia tinha um prazo de 30 dias para preparar essa informação e que esse prazo terminava posteriormente à realização da próxima assembleia de freguesia, no dia 30 de Setembro, razão pela qual remeteram para esse dia a entrega e os esclarecimentos possíveis”, explicou o vereador da oposição.

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