Sociedade | 02-10-2022 14:59

<strong>Socialistas salvam a pele à Cimpor e evitam providência cautelar</strong>

<strong>Socialistas salvam a pele à Cimpor e evitam providência cautelar</strong>

Bancada da CDU apresentou moção pedindo a instauração de uma providência cautelar para suspender preventivamente a laboração da pedreira junto de À-dos-Melros que está a causar danos na comunidade mas os socialistas chumbaram o documento. Oposição votou favoravelmente mas ficou um voto aquém de poder passar o documento.

Foi chumbada a proposta apresentada pela CDU na última Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira de avançar nos tribunais com uma providência cautelar que suspendesse preventivamente a laboração da pedreira da Cimpor que está a causar danos e impactos na localidade de À-dos-Melros.

O documento, apresentado por Jorge Carvalho, pedia que o município avançasse com o documento na justiça num prazo de 30 dias para que se evitem maiores danos nas habitações. “É uma questão urgente para resolver. Mostrámos muita solidariedade mas aqui está o momento de tomar uma medida rápida e urgente que iria salvaguardar as populações”, explicou.

A bancada socialista votou contra e os dois presidentes de junta, Mário Cantiga e Cláudio Lotra, abstiveram-se, juntamente com Nelson Batista do partido Pessoas, Animais, Natureza. Os votos favoráveis das restantes bancadas não foram suficientes para passar o documento, que acabou chumbado pela diferença mínima: um voto.

“A Cimpor devia suspender a jazida que está a 70 metros das casas das pessoas, já fizemos esse pedido mas como não foi aceite pela empresa é por isso que votámos de forma diferente”, justificou-se Mário Cantiga.

Os socialistas, pela voz de Pedro Gaspar, justificaram o voto contra por entenderem que a câmara já está a fazer as diligências adequadas para resolver o problema das populações e que o trabalho em curso, “de prospecção e avaliação”, é essencial para tomar medidas. “Não queremos que a Cimpor deixe de exercer a sua actividade mas queremos que a segurança das pessoas seja acautelada”, afirmou. A CDU lamentou que quando confrontada para escolher a população ou as empresas a câmara tenha escolhido estar ao lado da empresa.

O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, diz que a tomada de medidas administrativas é mais rápida que as medidas judiciais. “Queremos que as entidades encontrem razões suficientes para suster, limitar ou reduzir a área de exploração da pedreira ou então terá de ser um juiz a tomar essa decisão, sobrepondo-se ao interesse das empresas e a inacção das entidades administrativas”, criticou.

O autarca diz que está em curso a avaliação dos impactos e a compilação dos danos existentes por parte da fiscalização municipal. “Estamos a criar de forma formal e inquestionável o ponto de situação”, garante.

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