Sociedade | 03-10-2022 14:59

Sem-abrigo de Alverca aceitou ajuda da câmara

Um homem de 70 anos dorme num jardim em Alverca. A situação tem gerado solidariedade na comunidade e o município diz que o sem-abrigo já aceitou a ideia de ser acolhido num lar depois de ter rejeitado soluções de abrigo temporário.

Já há uma solução para acudir à situação de emergência social de um homem de 70 anos que tem dormido num banco do Jardim Álvaro Vidal, em Alverca. Em Julho, segundo informação avançada a O MIRANTE pela Câmara de Vila Franca de Xira, os serviços municipais propuseram ao homem a sua integração numa Estrutura Residencial para Idosos (ERPI), proposta que foi aceite pelo próprio e a 4 de Agosto já foi realizado o pedido ao Instituto de Segurança Social. A câmara está a aguardar agora o surgimento de uma vaga a ser ocupada pelo sem-abrigo.
O município explica que o homem já se encontra referenciado pelos serviços sociais e já foram realizadas múltiplas tentativas de intervenção que não deram frutos por falta de colaboração do próprio. Os serviços apresentaram-lhe diversas propostas de integração em centros de acolhimento temporário e quartos temporários visando a imediata saída da condição de sem-abrigo, mas o homem recusou. Chegou a ficar algumas noites num quarto, onde recebia apoio económico, mas, por opção própria, abandonou as instalações e voltou à rua.
A situação tem gerado apreensão e solidariedade na comunidade de Alverca, que lamenta que este durma, coma e faça as suas necessidades num jardim, numa situação insalubre não apenas para ele como para quem frequenta o espaço. O MIRANTE chegou à fala com o sem-abrigo, que disse chamar-se Mário mas recusou gravar entrevista. “Não quero ajuda de ninguém. Quero estar onde estou, sozinho e que ninguém me chateie. Tudo se há-de resolver sozinho”, conta.
Luís Almeida, um leitor de O MIRANTE que diariamente se cruza com o sem-abrigo, quis expor a história de forma a chamar a atenção para o problema. Diz que por diversas vezes tentou convencer o homem a aceitar ajuda, por lhe fazer confusão alguém com idade para ser avô estar na rua, numa altura em que se aproxima o Inverno. “É um idoso como todos os outros. Trabalhou a vida toda e agora, quando devia estar a descansar, está na rua. No Verão a situação até se safa só com um cobertor e uma manta, mas e quando aparecer a chuva? Onde é que se vai abrigar?”, questiona.

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