Sociedade | 12-11-2022 06:59

Saiu de casa a pedido da GNR e acabou detido por excesso de álcool em Manique do Intendente

António José Ananias vai ficar inibido de conduzir durante quatro meses

António José Ananias garante que só pegou no seu automóvel porque a GNR lhe pediu para ir ajudar nas buscas do irmão, que tinha sido dado como desaparecido. Foi multado em 500 euros e detido por condução sob o efeito de álcool.

António José Ananias saiu da sua habitação em Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, e deslocou-se no seu automóvel depois de a Guarda Nacional Republicana (GNR) o ter contactado e pedido para ajudar nas buscas ao seu irmão, que sofre de demência e tinha sido dado como desaparecido. O homem, de 65 anos, acabou multado em 500 euros e detido por ter conduzido até casa do irmão com uma taxa de alcoolemia de 1,2 gramas de álcool por litro de sangue.
“Tinha estado a beber durante a tarde mas já não fazia intenções de sair de casa. Acabei por ser retirado da cama para ir ajudar os militares, porque me pediram, e acabo detido. O meu irmão? Não quiseram saber”. O relato do caso insólito que aconteceu ao início da noite de domingo, 30 de Outubro, é feito a O MIRANTE por António José Ananias, que se sente injustiçado e indignado pela actuação de dois militares do posto da GNR de Aveiras de Cima, onde esteve detido durante duas horas. “Quando me libertaram mandaram-me ligar para alguém me ir buscar, porque não fazem serviço de táxi”, conta, acrescentando que depois de ter explicado que não tinha ninguém que o pudesse ir buscar às 23h00 os guardas acabaram por levá-lo a casa.
O reformado e ex-militar da Marinha Portuguesa afirma que não ofereceu qualquer resistência quando a autoridade lhe pediu os documentos da viatura e para realizar o teste de álcool no momento em que caminhava em direcção à viatura para regressar à sua habitação, que dista cerca de um quilómetro da casa do seu irmão. “Se fosse mais perto tinha ido a pé”, diz, vincando que apenas cumpria uma exigência feita pela GNR por telefone: “Tem que cá vir, disseram-me”.
António José Ananias foi presente a tribunal, tendo-lhe sido aplicada uma coima no valor de 500 euros e quatro meses de inibição de condução, com início em Dezembro. Quanto ao seu irmão, que tinha sido dado como desaparecido depois de ter aterrado no aeroporto de Lisboa, acabou por ser encontrado pela PSP a deambular em Sacavém e foi transportado ao Hospital de São José, em Lisboa, para ser observado.

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