Sociedade | 13-11-2022 15:00

Aneurisma detectado na autópsia ao agente Fábio Guerra pode ter impacto no julgamento

Cortejo fúnebre de Fábio Guerra teve como ponto de paragem a Escola de Polícia, em Torres Novas, onde foi recebido com consternação

Rotura de um aneurisma cerebral causada pelas agressões de que o agente da PSP foi alvo pode mudar o desfecho da sentença dos fuzileiros acusados de homicídio qualificado.

A autópsia ao corpo de Fábio Guerra, o agente de 26 anos da Polícia de Segurança Pública (PSP) que morreu após ter sido agredido à porta de uma discoteca em Lisboa, detectou que as agressões perpetradas pelos dois fuzileiros acusados pelo Ministério Público (MP) de homicídio qualificado terão causado a rotura de um aneurisma no cérebro.
A notícia avançada pelo Expresso refere que o agente, que foi aluno do 15º curso de formação de agentes 2019/2020 da Escola Prática de Polícia de Torres Novas, ainda chegou com vida ao hospital e que na sequência de um exame foi detectada uma “hemorragia sugestiva de rotura aneurismática”, que acabou por lhe provocar a morte cerebral.
Este dado do relatório da autópsia poderá servir como arma de defesa para reduzir a pena dos arguidos – que pode ir até aos 25 anos de prisão- caso se demonstre que Fábio Guerra poderia ter sobrevivido às lesões causadas pelas agressões, caso não tivesse um aneurisma que sofreu uma rotura.
Mas quanto às causas da morte o mesmo relatório de autópsia conclui que se deveram a “lesões traumáticas meningo-encefálicas e cervice-vasculares descritas”, provocadas por “instrumento de natureza contundente ou actuando como tal, podendo ter sido devidas à agressão”, que sofreu às mãos dos fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko.
Fábio Guerra morreu a 21 de Março no Hospital São José, em Lisboa. As cerimónias fúnebres do agente incluíram um cortejo com passagem pela Escola Prática de Polícia de Torres Novas, presenciado em ambiente de tristeza e consternação por centenas de agentes, futuros agentes, autarcas e população torrejana.

Terceiro suspeito continua a monte

O terceiro suspeito de ter participado nas agressões a Fábio Guerra e mais três agentes da PSP continua a monte. Em Março a Polícia Nacional espanhola colocou uma publicação nas várias redes sociais a pedir a colaboração dos cidadãos para encontrarem o fugitivo.

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