Sociedade | 14-11-2022 18:00

Recolha de lixo porta-a-porta avança nos centros históricos de Benavente e Samora Correia

Recolha de lixo porta-a-porta avança nos centros históricos de Benavente e Samora Correia

Município vai avançar com a recolha porta-a-porta apenas nos centros históricos, abandonando a ideia inicial de implementar o serviço em todo o território concelhio. Na decisão pesou o aumento de custos que se iria reflectir na factura mensal dos munícipes.

O município de Benavente, em parceira com a Ecolezíria vai avançar com um a implementação da recolha de resíduos porta-a-porta nos centros históricos de Benavente e Samora Correia, que estão a ser alvo de obras de requalificação. A informação foi deixada na última reunião do executivo pelo presidente da câmara municipal, Carlos Coutinho, que também é presidente do conselho de administração da empresa intermunicipal.

O autarca da CDU, em resposta ao vereador do PSD, Luís Feitor que deu voz ao descontentamento da população que se queixa de dificuldades em identificar locais para a deposição de lixo desde que começaram as obras, adiantou que a implementação deste projecto-piloto "permitirá mais proficiência na recolha e vai evitar espaços onde a deposição de lixo possa acontecer".

No entanto, revelou ainda, a recolha porta-a-porta não será alargada a todo o território concelhio, ao contrário do que era expectável. Isto porque, justificou, a medida iria representar um aumento de custos significativo, na ordem dos 60%, que se traduzem em mais 30 euros pagos por tonelada de resíduos e que se iriam reflectir na factura dos munícipes. "Iria criar uma situação muito difícil", vincou, depois de ser confrontado pela oposição social-democrata que criticou a "falta de estratégia" da governação comunista, uma vez que antes das obras já saberiam desse aumento de custos .

Em declarações aos jornalistas, Carlos Coutinho afirmou no final da reunião que esta é uma medida que se ajusta aos espaços onde vai ser implementada e que por ficar circunscrita aos centros históricos "a câmara poderá absorver" os custos que daí vão resultar, não os imputando aos munícipes na factura da água que compreende os serviços de resíduos.

"Uma coisa é uma viatura acoplar um recipiente que já está cheio. Outra é andarem dois cantoneiros com uma viatura a recolher balde a balde. No caso completo de Benavente aquilo que os estudos apontam é que eram precisas 10 viaturas para fazer esta recolha [porta-a-porta], mais 20 cantoneiros e 10 motoristas", deu como exemplo para justificar a não implementação da medida a todo o território devido aos custos associados.

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