Sociedade | 19-11-2022 18:00

Médica abandona posto de Assentiz ao fim de mês e meio

Médica abandona posto de Assentiz ao fim de mês e meio
Pedro Ferreira e Luís Silva, presidente e vice-presidente da Câmara de Torres Novas, marcaram presença em encontro da comissão de utentes e ouviram queixas da população

Extensão de saúde da aldeia do concelho de Torres Novas está sem médico há duas semanas, depois de uma médica de família ter abandonado o posto ao fim de um mês e meio. Utentes só têm um dia por semana para consultas.

A extensão de saúde de Assentiz, no concelho de Torres Novas, está sem médico desde a semana passada, depois de a médica de família se ter transferido para os Açores, um mês e meio após ter entrado ao serviço.
Questionado por O MIRANTE sobre as razões que levaram ao abandono de mais um médico do posto de saúde, o presidente da junta diz que “não lhe renovaram o contrato, colocaram-na a trabalhar à hora, o ponto era marcado em papel, não era digital e não recebeu o vencimento na altura que devia ter recebido”.
Leonel Santos explicou que a ida da médica para os Açores está relacionada também com alguns episódios menos agradáveis com alguns utentes. “Houve situações menos agradáveis com um ou outro doente que também terão ajudado à sua saída”, disse o autarca ao nosso jornal à margem de um encontro com a Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo em Casais da Igreja, no domingo, 13 de Novembro.
Leonel Santos recordou que o médico que esteve anteriormente na extensão de saúde de Assentiz também foi transferido para Ferreira do Zêzere por sua vontade. “O ACES do Médio Tejo aceitou que ele fosse para Ferreira do Zêzere porque mora na zona. Disse que se não fosse para Ferreira do Zêzere que se despedia”, contou o presidente da autarquia.

Assentiz com um dia da semana para consultas
Com o abandono da médica, os utentes da freguesia têm apenas um dia da semana para consultas. A revelação foi feita por Manuel Soares, porta-voz da Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo, lamentando que a situação afecte cerca de 2.200 habitantes e três postos de saúde - Assentiz, Casais da Igreja e Fungalvaz. “Há falta de médicos, não aceitam as condições oferecidas nem querem vir para zonas rurais, mas os cuidados de saúde não estão só dependentes dos médicos. Dou o exemplo de uma extensão de saúde em que um dia faltou o serviço administrativo e no outro faltou o sistema informático”, referiu a O MIRANTE.
Sobre a sessão com a população da Assentiz, que contou com a presença de Pedro Ferreira, presidente da câmara municipal, Manuel Soares disse que estas iniciativas pretendem “dar sequência àquilo que são as práticas democráticas, falar com as pessoas que têm problemas, ouvir as sugestões da população e lutar pelo direito de cuidados médicos de proximidade com regularidade e qualidade”.

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