Sociedade | 27-11-2022 15:00

Obras em antiga urbanização ilegal de Alverca ficam mais caras que o previsto

Casal do Cabreiro e da Carcaça era uma área urbana de génese ilegal, com casas construídas ilegalmente nos finais das décadas de 70 e 80 e que foi entretanto legalizada. Agora chegaram finalmente infraestruturas básicas como as redes de água e esgotos.

A empreitada de requalificação e execução de arruamentos, redes de abastecimento de águas e de drenagem de águas residuais e pluviais no Casal do Cabreiro e da Carcaça em Arcena, Alverca do Ribatejo, vai sair 90.559 euros mais cara aos cofres da Câmara de Vila Franca de Xira do que o previsto. O aumento dos custos com a mão-de-obra e materiais levaram o empreiteiro da obra, a firma Betvias Pavimentação e Obras Públicas Lda., a pedir uma revisão em alta dos preços da empreitada ao município e a proposta foi aprovada por unanimidade na última reunião do executivo.
A obra tinha um custo global, sem IVA, de 487 mil euros e foi adjudicada antes das últimas eleições autárquicas, a 25 de Agosto de 2021. Em Maio deste ano a firma pediu um adiamento do prazo de conclusão em 90 dias por dificuldades na obtenção de materiais. Na contabilidade entraram também três mil euros a menos que o previsto devido a 29 caixas de contador de água que não tiveram de ser construídas por se encontrarem em lotes que não estão ocupados.
As obras no Casal do Cabreiro e da Carcaça eram reclamadas pelos moradores há décadas, como O MIRANTE noticiou, e consistiram na pavimentação de arruamentos e materialização de passeios, assim como das redes de abastecimentos de água e drenagem de águas residuais e pluviais na zona. As estradas eram de terra batida, não havia passeios e as duas dezenas de habitações não tinham ligação à rede de esgotos. As moradias integram uma Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI), com casas construídas ilegalmente nas décadas de 70 e 80 mas as construções foram entretanto legalizadas.
Os proprietários dos lotes pagaram entre 11 e 14 mil euros cada um a título de cedências ao domínio público e já receberam os alvarás das habitações. Só no Casal Cabreiro foram cedidos 1.894 metros quadrados para arruamentos e passeios. Durante décadas os esgotos correram para o rio e a água era retirada de um furo comunitário que abastecia as 35 famílias. Com a chegada do vizinho aterro sanitário de Mato da Cruz, em 1996, as águas subterrâneas do furo ficaram inquinadas e o município foi obrigado a realizar uma ligação à rede pública para que os moradores tivessem água potável. No entanto, sem esgotos, os residentes acabaram por ser obrigados a construir fossas cépticas em cada uma das habitações para acabarem com as descargas ilegais nas ribeiras, problema que entretanto passou à história.

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