Sociedade | 30-11-2022 10:00

Sindicato preocupado com faltas de material nas esquadras da PSP

Sindicato preocupado com faltas de material nas esquadras da PSP
Sindicato fala em falhas estruturais nas esquadras no abastecimento de papel e outros equipamentos

Na última semana veio a lume a informação, desmentida pelo comando, de que os agentes da Póvoa de Santa Iria estariam a ter de levar papel higiénico de casa para o serviço.

Estão a acontecer falhas no abastecimento regular de material nas esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP) da Área Metropolitana de Lisboa, concelho de Vila Franca de Xira incluído, e a situação está a preocupar a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP).
O sindicato alerta sobretudo para problemas ao nível da antiguidade e estado de vários equipamentos, em especial os rádios que, alerta, “estão presos com fita-cola e elásticos” e são uma ferramenta essencial para o trabalho dos agentes. Paulo Macedo, vice-presidente da ASPP, diz a O MIRANTE que a situação coloca em causa a segurança dos polícias mas também da comunidade. “Tem sido relativamente habitual existirem falhas estruturais nas esquadras, não apenas no abastecimento de papel como, sobretudo, em equipamentos como rádios, que estão em falta”, explica.
Na última semana vieram a lume rumores de que os agentes ao serviço na esquadra da Póvoa de Santa Iria estariam a ser obrigados a levar papel higiénico de casa e folhas para as impressoras por não existirem esses materiais na esquadra, mas o sindicalista diz não ter recebido ainda nenhuma denúncia concreta sobre a situação. “A falta de material é uma preocupação. Não devem ser os polícias a comprar esses materiais. Por vezes há faltas de stock mas é um problema que tem de ser revisto. O pior é mesmo a falta de equipamentos. É urgente que cheguem reforços”, apela.
Em declarações ao nosso jornal, o comando da PSP de Vila Franca de Xira nega a situação considerando-a “sem qualquer fundamentação” e lembra que o material de economato e higiene é disponibilizado pelos serviços de logística da divisão de VFX às sete esquadras conforme as necessidades e pedidos de dotação de material. Explica, no entanto, que a distribuição é feita “de forma responsável e eficiente”.
No concelho de VFX, o sindicato diz estar também particularmente atento à recente situação ocorrida na Feira de Outubro, onde a maioria dos elementos afectos à PSP viu as suas folgas serem canceladas e reagendadas para outras datas. Paulo Macedo fala de situações em que agentes terão trabalhado largas horas consecutivas em violação à lei, situação que ainda está a ser tratada administrativamente.

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