Sociedade | 02-12-2022 12:00

Sete anos depois é julgado caso do doente que culpa Hospital de Santarém por ter ficado cego

Sete anos depois é julgado caso do doente que culpa Hospital de Santarém por ter ficado cego
Manuel Rebelo pede indemnização de 750 mil euros

O queixoso, de Fazendas de Almeirim, pede 750 mil euros de indemnização. O administrador hospitalar de então, José Josué, disse que a culpa foi do doente porque não se queixou do que sentia da mesma forma que da segunda vez que teve que recorrer às urgências e foi enviado para Lisboa.

O caso do doente que atribuiu culpas ao Hospital de Santarém por ter ficado cego de uma vista, porque não havia oftalmologista de serviço, começa a ser julgado sete anos depois no Tribunal Administrativo de Leiria. Manuel João Rebelo, residente em Fazendas de Almeirim, pede uma indemnização de 750 mil euros por falta de assistência no dia em que foi às urgências, a 29 de Dezembro de 2015. O então administrador do hospital, José Josué, substituído em 2018, considerou na altura que apesar de não haver médico da especialidade, o doente tinha sido bem atendido e até dava a entender que se tinha havido problemas a culpa era do queixoso porque não soube explicar-se bem.
A administração do hospital na resposta à reclamação de Manuel João Rebelo dizia que, inquiridos os médicos, a vista direita apresentava uma ligeira hemorragia do olho sem presença de qualquer corpo estranho. O Hospital de S. José, em Lisboa, onde mais tarde foi visto por se ter agravado o estado de saúde, na nota de alta refere a presença de corpo estranho metálico e “catarata traumática”.

*Leia a reportagem desenvolvida na edição semanal em papel desta quinta-feira, 1 de Dezembro

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