Sociedade | 04-12-2022 12:00

Banco Alimentar Contra a Fome é um fenómeno de voluntariado

Banco Alimentar Contra a Fome é um fenómeno de voluntariado
O novo presidente da direcção do Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém, Marco Constantino (à esquerda), com os restantes órgãos sociais que tomaram posse a 23 de Novembro

Na hora da despedida como presidente da direcção do Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém, Ramiro Matos afirma que o desafio é maior quando se está ligado a uma das regiões mais pobres do país.

Marco Constantino, que começou como voluntário, é o novo presidente da direcção. Organização angariou e distribuiu mais de cinco mil toneladas de alimentos durante os 14 anos de existência.

Marco Aurélio Constantino é o novo presidente da direcção do Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém. A tomada de posse decorreu a 23 de Novembro, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, em Santarém, e contou com a presença da presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet. Marco Constantino referiu, durante o discurso de tomada de posse, que esta é uma nova equipa mas que dá continuidade ao trabalho dos anteriores órgãos sociais, onde Ramiro Matos era o presidente da direcção, passando agora a presidente da assembleia-geral.
O Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém (CACFS) angariou e distribuiu mais de cinco mil toneladas de alimentos durante os 14 anos de existência. Apoia mais de 70 instituições e mais de oito mil pessoas na região da Lezíria do Tejo, considerada uma das mais pobres do país. As palavras são de Ramiro Matos que acrescentou que se, pelo menos, 5% da população se dedicasse a causas de solidariedade o mundo estaria “muito melhor”.
Ramiro Matos sublinhou que se não fosse o Banco Alimentar de Santarém as cinco mil toneladas de alimentos seriam desperdiçadas e essa é uma das suas principais lutas: combater o desperdício alimentar. “O Banco Alimentar é o maior fenómeno de voluntariado do país e temos muito orgulho nisso. Esta é das regiões mais pobres do país o que nos coloca uma responsabilidade acrescida”, reforçou durante a tomada de posse.

Pedidos de ajuda têm aumentado
Marco Constantino iniciou a sua ligação com o Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém como voluntário. Através de amigos começou a ajudar. Conta a O MIRANTE que foi das melhores decisões que tomou. “Ganha-se uma recompensa imaterial de engrandecimento que não se consegue explicar. A mais pequena ajuda que possamos dar transforma-se em algo enorme porque estamos a ajudar quem realmente necessita e isso dá mais sentido à nossa vida”, afirma. Sublinha que, apesar de não terem números oficiais desde o início da pandemia, nos últimos seis meses os pedidos de ajuda têm aumentado. Existem mais IPSS a pedir ajuda e a situação tende a piorar no início do próximo ano com os aumentos generalizados.
Marco Aurélio Constantino aceitou o desafio de presidir à direcção da instituição para ajudar a consolidar esta instituição de referência no apoio a quem mais precisa. “Queremos continuar a dar do nosso tempo e temos muitos desafios por realizar. Arregaçamos as mangas para abraçar esta causa que é de todos. Queremos que toda a comunidade se identifique com toda a actividade que desenvolvemos ao longo do ano”, resumiu o advogado.
Isabel Jonet deixou o apelo para que haja um reforço de voluntários, que nunca são demais. “Que o Banco Alimentar consiga levar comida à mesa de quem tanto precisa nesta região e que continuemos no combate ao desperdício alimentar. É bom ver este Banco Alimentar cada vez mais robusto mas pode sempre ganhar maior dinâmica no voluntariado”, sublinhou Isabel Jonet.

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