Sociedade | 04-12-2022 16:30

Caso do bombeiro agredido em Samora Correia segue para tribunal

Tribunal de Santarem, sala de audiencias, 24nov2004

Suspeito da agressão ao bombeiro que acidentalmente atropelou um cão foi identificado pela GNR e o caso seguiu para tribunal. Canídeo não estava registado e as queixas pelo seu comportamento agressivo eram frequentes.

O homem, de 27 anos, que alegadamente agrediu a murro e pontapé o bombeiro da corporação de Samora Correia, André Cardoso, foi identificado pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e o caso já seguiu para tribunal na sequência da queixa-crime apresentada pela vítima. Na origem do crime que aconteceu na manhã de terça-feira, 22 de Novembro, esteve o facto de o bombeiro, de 22 anos, durante um serviço de transporte de doente não urgente, ter acidentalmente atropelado com a roda traseira da ambulância o cão que vivia na casa do suspeito e se encontrava solto na via pública.
De acordo com fonte da GNR, o cão, que acabou por falecer devido aos ferimentos, não estava registado – o que é obrigatório por lei - e era há vários anos queixa frequente da vizinhança e populares que se serviam da Rua do Povo Livre, em Samora Correia. De todas as vezes que eram feitos alertas, refere a mesma fonte, a Guarda deslocava-se ao local e, em algumas delas, levantou autos de contra-ordenação.

Carteiro recusa entregar correspondência após ataque
Segundo a vizinhança, era frequente o cão atropelado, assim como outros dois que pertencem à mesma moradia, correrem atrás de bicicletas e outros veículos motorizados com comportamento agressivo. Numa das vezes, recorda um vizinho que pede para não ser identificado, o animal tentou atacar um jovem que passou a correr naquela rua. Além disso, ao que O MIRANTE apurou, os cães da moradia que fica junto à Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora, levaram a que o carteiro, depois de ser atacado, deixasse de entregar correio, desde há meses, naquele número de polícia.
André Cardoso, recorde-se, foi agredido depois de ter saído da ambulância numa tentativa de socorrer o animal que atropelou acidentalmente com uma das rodas traseiras. Após a agressão, testemunhada por pelo menos um cidadão, o bombeiro seguiu marcha para o Hospital Vila Franca de Xira onde deixou o doente que transportava pedindo de seguida para ser ele próprio assistido.

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