Sociedade | 04-12-2022 18:00

Violência doméstica em crianças tem impacto nas emoções e saúde mental

Violência doméstica em crianças tem impacto nas emoções e saúde mental
Fórum abordou a problemática da intervenção em crianças e jovens vítimas de violência doméstica

O segundo dia do Fórum Social de Ourém abordou dois grandes temas: a lei tutelar educativa e intervenção com crianças vítimas de violência doméstica e o acolhimento e integração da população migrante e refugiada.

O Fórum Social de Ourém realizou-se ao longo de dois dias e levou para cima da mesa temas estruturantes que fazem parte da actualidade. António Castanho, psicólogo e psicoterapeuta, abordou a problemática da intervenção com crianças e jovens vítimas de violência doméstica, da qual fazem parte as consequências das experiências traumáticas na infância. A sua intervenção incluiu um conjunto de subtemas que interferem com a expectativa de vida de uma criança, das quais se destacam a degradação da saúde mental, a regulação dos estados afectivos, comportamentos inibitórios, disruptivos e dissociações.
A sessão de abertura foi lançada por Otília Freire, presidente da CPCJ de Ourém. A dirigente abordou os temas dos direitos das crianças e a evolução histórica do conceito, que em Portugal teve a sua primeira expressão em 1911. Maria João Fernandes, vice-presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), direccionou a sua comunicação para questões como a Lei Tutelar Educativa, a sua interacção com a lei de promoção e protecção, bem como um conjunto de diplomas legais onde o direito das crianças e jovens está alicerçado.
Sandra Pimentel, directora do Agrupamento de Escolas de Ourém, falou sobre a constante necessidade de reinventar a actuação da escola na adaptação de estratégias, além dos diplomas legais, para fazer face aos desafios com que diariamente os estabelecimentos de ensino se deparam.
A parte da tarde foi dedicada ao acolhimento e integração da população migrante e refugiada nos territórios. Marília Matias, técnica da Câmara Municipal de Ourém, apresentou o serviço de acolhimento e integração da população ucraniana, adiantando alguns números representativos da sua actividade, dos quais se destaca o total de 274 pessoas e 106 agregados familiares sinalizados, 46 destes já alojados.

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