Sociedade | 10-12-2022 10:00

Andar de comboio é opção cada vez mais comum em VFX

Andar de comboio é opção cada vez mais comum em VFX
Ernesto e Nair Fernandes optaram pela deslocação de comboio para chegar a Lisboa. Paula Martins utiliza o comboio como meio de transporte para ir para o trabalho

Comboios que circulam entre Vila Franca de Xira e Lisboa levam cada vez mais passageiros.

Os constrangimentos continuam, ainda assim o transporte ferroviário continua a ser o meio de transporte de eleição para deslocações diárias e pontuais entre os dois concelhos.

Nas estações de comboio de Vila Franca de Xira e Alverca o ritmo apressado das pessoas indica que é hora de ponta. O MIRANTE passou pelas duas estações e pagou bilhete para conversar com quem utiliza o transporte ferroviário como principal meio de deslocação entre o concelho e a cidade de Lisboa.
A caminho de uma consulta no centro de Lisboa, Nair Fernandes e Ernesto Fernandes enfrentam o frio da manhã com um sorriso no rosto enquanto esperam ansiosamente pela chegada do comboio que os vais levar ao destino. Na hora determinada para a chegada da carruagem ecoam pelas colunas da estação uma frase que tem sido cada vez mais recorrente nas estações; “o comboio circula com um atraso de cinco minutos, lamentamos o incomodo causado”. O casal, que normalmente utiliza o carro como meio de transporte, fica preocupado com as consequências do atraso e pondera, numa próxima, pensar duas vezes antes de utilizar o comboio.
Paula Martins estava no banco da estação de Vila Franca de Xira a tomar notas antes de mais um dia a de trabalho. Para a funcionária de uma das mais conhecidas lavandarias da Póvoa de Santa Iria, os atrasos dos comboios são algo a que está habituada e por isso prefere sair de casa mais cedo para ter a certeza que consegue chegar a horas ao trabalho. Acredita que os transportes rodoviários acabam por se tornar uma opção inviável devido ao trânsito e falta de horários compatíveis. Na sua opinião deveriam existir mais horários de comboios disponíveis e talvez assim se conseguisse dissipar as grandes multidões que na maioria dos dias se fazem sentir, até mesmo ao fim-de-semana, afirma. Paula Martins diz que as pessoas começaram a interessar-se mais pelo comboio quando os preços dos passes se tornaram mais acessíveis e com mais abrangência de zonas de circulação. Para atenuar os efeitos do crescimento do fluxo de pessoas, a empresária sugere que se aposte em mais carruagens.
Apesar dos imprevistos e das situações menos agradáveis, os passageiros concordam que o comboio é um transporte seguro e que tem vindo continuamente a evoluir ao longo dos anos. Fazendo uma comparação com o passado, relembram as condições menos confortáveis dos comboios, notando que agora dispõem de ar condicionado, de boa iluminação, bancos espaçosos e até de forças policiais que circulam nas carruagens para manter a segurança. “Quando era jovem, ainda apanhei comboios que tinham os bancos em madeira e onde qualquer pessoa conseguia abrir a porta com o comboio em andamento”, recorda Ernesto Fernandes. Por melhorias nos transportes ferroviários, fazem um apelo aos governantes para, de vez em quando, experimentarem andar nos transportes ferroviários para perceberem a realidade de uma grande parte dos portugueses.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1597
    01-02-2023
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1597
    01-02-2023
    Capa Médio Tejo