Sociedade | 10-12-2022 18:00

Turistas nacionais e estrangeiros aumentaram o número de visitas à Falcoaria Real de Salvaterra de Magos

Turistas nacionais e estrangeiros aumentaram o número de visitas à Falcoaria Real de Salvaterra de Magos
Reconhecimento da prática da Falcoaria pela UNESCO em Salvaterra de Magos fez disparar número de turistas no concelho

Reconhecimento da prática da falcoaria pela UNESCO, em 2016, teve reflexos positivos no concelho de Salvaterra de Magos, há séculos ligado a essa actividade. Visitantes aumentaram de 3 mil para 15 mil por ano.

O reconhecimento pela UNESCO da arte da falcoaria como Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2016, colocou a Falcoaria Real de Salvaterra de Magos e o concelho no mapa do turismo, com reflexos evidentes no número de visitantes. O presidente do município, Hélder Esménio, faz um balanço muito positivo do sexto aniversário, assinalado a 1 de Dezembro, do reconhecimento da UNESCO.
“Trouxe-nos muitos mais turistas. As pessoas, sobretudo estrangeiros e em todo o país, passaram a falar em Salvaterra de Magos. Antes da pandemia, dados de 2019, tivemos cerca de 15 mil turistas, ou seja, conseguimos multiplicar cinco vezes o número de visitantes que tínhamos, que era de cerca de três mil”, disse o autarca a O MIRANTE”, acrescentando que desde a pandemia houve uma redução no número de excursões que fez cair o número de visitantes. “Uma situação que pretendemos recuperar rapidamente”, garante Hélder Esménio, referindo que recebem visitantes de todo o país.
Quem visita o edifício da Falcoaria Real pode observar as cerca de três dezenas de aves que ali estão e assistir aos treinos assim como observar a sua perícia a capturar uma falsa presa lançada pelos falcoeiros. Para assinalar os 6º aniversário foram inauguradas as exposições “Falcoaria no Mundo” e “A Falcoaria, a minha Arte e a minha Terra”. A exposição “Falcoaria no Mundo” permite conhecer um pouco mais sobre a prática da falcoaria em 11 países dos 24 que integram o grupo da UNESCO.
“Com esta exposição pretendemos continuar a estabelecer contactos e parcerias para que a prática da falcoaria se mantenha activa e que Salvaterra de Magos e a Falcoaria Real continuem a ser uma referência e um exemplo, um local que preserva e transmite este saber ancestral, onde os falcoeiros do nosso país e do mundo se sintam em casa”, sublinha Hélder Esménio. O município criou ainda o Centro de Documentação Joaquim da Silva Correia e Natália Correia Guedes, esta que foi co-fundadora da Associação Portuguesa de Falcoaria e uma historiadora da falcoaria em Portugal.

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