Sociedade | 11-12-2022 21:00

Centro Social do Pego luta para ultrapassar dificuldades provocadas pela pandemia

Centro Social do Pego luta para ultrapassar dificuldades provocadas pela pandemia
Centro Social do Pego, concelho de Abrantes, aprovou aquisição de um empréstimo de 120 mil euros para equilibrar as contas e fazer face às despesas

IPSS do concelho de Abrantes sofreu duro revés com surto que causou a morte a 11 pessoas. Assembleia geral da instituição aprovou a aquisição de um empréstimo para equilibrar as contas e fazer face às despesas.

Atravessar a pandemia foi uma tarefa hercúlea para o Centro Social do Pego, que reuniu com os associados em assembleia-geral no sábado, 26 de Novembro, para aprovar a aquisição de um empréstimo bancário de 120 mil euros. Recorde-se que a Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) do concelho de Abrantes foi vítima de um surto de Covid-19, em Outubro de 2020, que afectou cerca de 80 pessoas, entre funcionários e utentes do lar, e provocou 11 mortes.
“Tínhamos a casa cheia e resistimos durante muitos meses com as restrições inerentes ao que estava a acontecer. Mas era inevitável e não podíamos ter feito mais do que fizemos”, lamenta a O MIRANTE António Mor, presidente da direcção do Centro Social do Pego, que engloba creche e jardim-de-infância, lar residencial (ERPI), centro de dia e apoio domiciliário, prestando serviço a cerca de duas centenas de utentes.
António Mor, que também é presidente da Assembleia Municipal de Abrantes, afirma que os óbitos abalaram profundamente o estado de espírito das pessoas que trabalham e vivem na instituição. Para o dirigente as qualidades humanas e a capacidade de resiliência foram determinantes para ultrapassar a pandemia e continuar a dar a atenção necessária aos utentes. “Quando estamos a lidar com pessoas idosas é preciso trabalhar muito com as emoções e não apenas com o aspecto físico. Entre trazerem-lhes uma mão cheia de dinheiro e um sorriso o sorriso vale-lhes muito mais”, vinca.
António Mor explica que o empréstimo de 120 mil euros tem como principal objectivo começar a utilizar imediatamente o valor de apoio do Fundo de Socorro Social, de forma a equilibrar as contas, pagar a fornecedores e continuar a fazer face às despesas correntes de uma instituição que emprega cerca de 80 pessoas.
António Mor encontra-se em funções desde Agosto de 1998. A legislação sobre o limite de mandatos, que entrou em vigor em 2015, ainda permite à actual direcção mais um mandato, que termina no final do próximo ano. No entanto, o presidente sublinha que “gostaria de ver gente mais nova” a pegar nos destinos do Centro Social do Pego.

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