Sociedade | 13-12-2022 18:00

Violência doméstica combate-se com denúncia e acção

Violência doméstica combate-se com denúncia e acção
Iniciativa no Forte da Casa mobilizou comunidade contra a violência doméstica que este ano já matou mais de duas dezenas de pessoas por todo o país

Utentes da Cercipóvoa e do Centro Comunitário da Póvoa de Santa Iria participaram num desfile diferente que chamou a atenção da comunidade para o problema da violência doméstica.

O silêncio em torno da violência doméstica não pode continuar e é preciso denunciar e agir para evitar que mais gente sofra em consequência de um crime que já matou, até Setembro, duas dezenas de pessoas no país este ano. A convicção foi deixada por dezenas de pessoas e utentes da Cercipóvoa e do Centro Comunitário da Póvoa de Santa Iria que participaram num desfile realizado no centro comercial Olival Parque, no Forte da Casa. Chamar a atenção para a temática da violência doméstica, informar possíveis vítimas sobre os seus direitos e facilitar o acesso a ajuda, foram os principais objectivos do desfile “A violência não está na moda”.
Durante o desfile os presentes tiveram a oportunidade de conhecer e ouvir o testemunho de Cátia Silva, que esteve numa relação abusiva durante sete anos e hoje é consultora e técnica de apoio à vítima e ainda presidente da Supera-te Associação, entidade que trabalha na consciencialização para a violência doméstica. A técnica diz que é preciso minimizar o impacto que o contexto da violência terá nas gerações futuras e que para isso todos têm que fazer a sua parte: ajudar e denunciar. “Já fiz parte da estatística da violência doméstica. Durante sete anos vivi nesse contexto de violência. Dediquei-me a estudar este tema e hoje ajudo outras pessoas. Fundei a associação porque é preciso humanizar a violência doméstica”, partilha.
Rute Fernandes, vogal do executivo da junta de freguesia, explicou a O MIRANTE que as associações e as lojas que cederam as roupas para o desfile aceitaram devido à relevância de se continuar a chamar a atenção para este problema. “Através das associações e do comércio local conseguimos chegar mais perto da nossa comunidade. Queremos que as narrativas de inclusão contribuam para um sentimento de empoderamento para as vítimas”, afirma.
Para o presidente da Cercipóvoa, José Gonçalves, trazer conhecimento e sensibilização para um tema tão “importante e nobre” deve estar na ordem do dia. “Uma das nossas missões é trazer os nossos utentes para fora da instituição para terem contacto com a comunidade. É trabalhar a inclusão e que melhor tema do que este da violência doméstica para participarem”, conclui.

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