Sociedade | 14-12-2022 18:40

Três famílias desalojadas em Coruche com subida do rio Sorraia

Três famílias desalojadas em Coruche com subida do rio Sorraia
FOTO – CM Coruche

Três famílias, num total de 14 pessoas, entre adultos e crianças, ficaram desalojadas na localidade de Vale Mansos, no concelho de Coruche

Três famílias, num total de 14 pessoas, ficaram desalojadas em Coruche devido às inundações causadas pela subida do caudal do rio Sorraia e descargas da barragem do Maranhão, disse esta quarta-feira, 14 de Dezembro, o presidente do município. Francisco Oliveira afirmou à agência Lusa que “foram três famílias, num total de 14 pessoas, entre adultos e crianças, [que ficaram desalojadas]” na localidade de Vale Mansos, tendo ficado alojadas em casas de familiares até a situação estar regularizada.

Estas pessoas “não tiveram tempo de salvaguardar” os seus bens, que ficaram molhados, estando por apurar os prejuízos. O autarca adiantou que, com a descida do nível das águas, as famílias aguardam que as “casas arejem” para puderem regressar.

A subida do caudal do rio provocou também inundações na vila de Coruche, afectou culturas hortícolas e deixou submersas e cortadas algumas estradas e caminhos no Vale do Sorraia, acrescentou. Entre as quais, as estradas nacionais (EN) 119, no troço entre Biscainho e o entroncamento com a EN251, e a 251, entre Monte da Barca e Mora, revela um comunicado da Proteção Civil Municipal.

No comunicado, “alerta-se a população para estar atenta à subida das águas no Vale do Sorraia" e aos automobilistas são pedidos "comportamentos de segurança rodoviária face às condições das vias".

O presidente da câmara de Coruche explicou que o caudal do rio Sorraia aumentou, transbordando para a margem esquerda, devido à precipitação intensa que se registou desde a madrugada de terça-feira, o que deixou a Barragem do Maranhão na sua capacidade máxima e a efetuar descargas e a Barragem de Montargil a 80% da sua capacidade.

O autarca indicou que as autoridades estão a monitorizar a situação, controlando os níveis das barragens, efetuando trabalhos de desobstrução de vias, apoiando a população e efetuando o levantamento das necessidades e dos prejuízos. Francisco Oliveira não descartou a hipótese de serem retiradas mais pessoas das suas casas, "se os níveis da água não descerem" ou se aumentarem as descargas nas duas barragens.

Contudo, uma vez que as populações estão habituadas ao aumento do caudal do rio Sorraia, afluente do rio Tejo, disse que a “situação não é nada de alarmante ou preocupante”, salientando que a zona urbana da vila de Coruche está salvaguardada pelo muro de proteção.

A chuva intensa e persistente que caiu na terça-feira causou mais de 3.000 ocorrências, entre alagamentos, inundações, quedas de árvores e cortes de estradas, afetando sobretudo os distritos de Lisboa, Setúbal, Portalegre e Santarém.

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