Sociedade | 17-12-2022 15:00

Obras em urbanização deixam num caos zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria

Obras em urbanização deixam num caos zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria
As obras estão a deixar os acessos à zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria num caos e começam a ouvir-se vozes a criticar o arrastar dos trabalhos

Empresa promete conclusão dos trabalhos até ao final do ano.

Moradores e comerciantes lamentam o arrastar dos trabalhos da nova urbanização da Teixeira Duarte à beira rio e quem frequenta a zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria também não está a gostar do que vê.

Poeira pelo ar que impede os moradores de abrir as janelas, estradas transformadas em lamaçais e com buracos, ruas por asfaltar e áreas de estacionamento e circulação pedonal interditas são alguns dos problemas relatados por quem vive e trabalha na zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria. Os trabalhos, que também estão a causar desconforto a quem visita a zona ribeirinha, fazem parte das obras de infraestruturação da nova Urbanização Vila Rio, que está a nascer à beira do Tejo. O condicionamento dos acessos por causa das obras é a principal queixa que O MIRANTE escutou no local por parte de alguns moradores que lamentam o ritmo lento dos trabalhos e que pedem maior celeridade na sua conclusão.
A O MIRANTE, a promotora da urbanização, a empresa Teixeira Duarte, diz estar comprometida em acabar as obras de urbanização o mais rapidamente possível e de preferência até ao Natal, para os espaços públicos serem depois entregues ao município. “Lamentamos os transtornos causados mas acreditamos que este investimento irá compensar pela qualidade de vida que irá acrescentar à comunidade local”, refere a empresa a O MIRANTE. A Teixeira Duarte garante que tem tentado coordenar os trabalhos das equipas com a envolvente para que sejam executados “com maior eficiência, no menor tempo possível e com a qualidade exigida, rigor e segurança”.
A empresa lembra que entregou ao município 30 mil metros quadrados para a construção do parque urbano da cidade e defende que a urbanização vai contribuir para o ordenamento, regeneração e qualificação do espaço público. “Em breve veremos diversas áreas pedonais, novo mobiliário urbano, três quilómetros de novas vias de circulação rodoviária, 43 mil metros quadrados de espaços verdes públicos e 800 novos lugares de estacionamento público”, explica a Teixeira Duarte a O MIRANTE.
Os arruamentos contarão com 30 mil metros quadrados de calçada tradicional portuguesa e os dois primeiros edifícios do empreendimento já começaram a ser construídos e vão ter 68 apartamentos. “O ritmo de desenvolvimento do bairro será em função do desempenho comercial dos diferentes projectos e é expectável que acompanhe os ciclos económicos do país”, explica a empresa, que se diz esperançada que tudo esteja pronto numa década. A urbanização e a sua localização, recorde-se, dividiu os autarcas locais e a comunidade.

Um parque que mudou a cidade

A 11 de Novembro realizou-se no Parque Linear Ribeirinho do Estuário do Tejo, na Póvoa de Santa Iria, a iniciativa “Talk Walk”, um projecto de investigação da Faculdade de Arquitectura em colaboração com o Instituto Superior de Agronomia e com vários municípios, incluindo Vila Franca de Xira. Um encontro de partilha de conhecimentos e experiências com responsáveis pelo paisagismo e arquitectura.
Para Luís Ribeiro, um dos arquitectos paisagistas que participou no projecto de requalificação da frente ribeirinha da Póvoa de Santa Iria, e Inês Belchior, chefe da Divisão de Planeamento e Estrutura Verde da Câmara de Vila Franca de Xira, a grande afluência de pessoas ao parque é o verdadeiro sinal da importância que a requalificação teve na vida da comunidade. As questões financeiras, articulação com a componente ambiental e com os pareceres de entidades exteriores e a incrementação da obra no seu sítio natural foram os principais desafios de implementação do projecto. Agora os desafios que encontram são outros, sobretudo a manutenção dos espaços para não se degradarem.

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