Sociedade | 17-12-2022 12:00

Semideiro vai perder farmácia para Ulme mas serviço à população está assegurado

Semideiro vai perder farmácia para Ulme mas serviço à população está assegurado
Pedro Oliveira e Conceição Oliveira são os proprietários da Farmácia Bonfim que pretende transferir o estabelecimento do Semideiro para Ulme

Proprietário da Farmácia Bonfim, no Semideiro, foi à última reunião de câmara da Chamusca explicar porque é essencial transferir as instalações para Ulme.

Depois de inicialmente ter dado parecer negativo executivo garantiu tomar decisão a favor do empresário mediante compromisso de que o serviço à população vai estar assegurado.

Depois da Câmara da Chamusca ter dado parecer negativo à transferência das instalações da Farmácia Bonfim do Semideiro para Ulme, Pedro Oliveira, proprietário da farmácia, foi à última sessão camarária dar a conhecer as razões para a alteração. O empresário, que é dono de mais uma farmácia no concelho da Chamusca (Chouto) e outra no concelho de Almeirim, explicou que a farmácia no Semideiro dá prejuízo há vários anos e que a situação se está a tornar insustentável. “As nossas farmácias estão a ser sustentadas pela de Almeirim. Não quero nenhuma estátua, mas também não posso ser prejudicado por não ser da terra. Não me podem dificultar a vida porque as minhas razões são muito fortes”, disse.
Pedro Oliveira afirmou que quando abriu a farmácia no Semideiro ficou acordado que cinco anos depois ela podia ser transferida para Ulme, uma localidade a poucas dezenas de quilómetros e que tem mais 400 habitantes do que o Semideiro. O empresário não concorda com a justificação de que a transferência não pode ser feita porque Ulme tem uma parafarmácia. “Quem trabalha neste sector sabe que uma parafarmácia não faz o mesmo que uma farmácia. Essa desculpa não faz sentido”, sublinhou.
Acompanhado pela esposa, Conceição Oliveira, Pedro Oliveira discursou cerca de 20 minutos tendo repetido várias vezes a frase “jamais abandonarei as pessoas do Semideiro”. O empresário descansou o executivo, que inicialmente votou contra a transferência com receio que a população ficasse sem um serviço essencial, garantindo que as pessoas vão continuar a receber os medicamentos. A concretizar-se a transferência para Ulme Pedro Oliveira diz ter condições para continuar a entregar os medicamentos ao domicílio, à semelhança do que faz em outras farmácias pertencentes ao grupo. Em jeito de desabafo, partilhou ainda que tem cumprido a sua missão social, nomeadamente no que diz respeito à atribuição de “crédito” a pessoas carenciadas. “Não lhe passa pela cabeça as várias dezenas de milhares de euros que perdemos por facilitarmos a compra de medicação a pessoas que não têm posses. Umas acabam por falecer, outras vão se embora do concelho e ficamos sem o dinheiro”, lamentou, dirigindo-se ao presidente da câmara, Paulo Queimado.
Reconhecendo que não sabe quantos mais anos vai continuar a trabalhar no concelho da Chamusca, devido ao decréscimo da população, Pedro Oliveira alertou o executivo para o facto de, em Vale de Cavalos, outra freguesia do concelho, não existir farmácia. “Já tentei várias vezes abrir uma farmácia lá, mas o presidente da junta nunca se mostrou receptivo, algo que acho incrível”, disse.
Cláudia Moreira, vice-presidente da autarquia, referiu que, tendo em conta o compromisso do empresário em assegurar o serviço à população, a decisão do executivo vai ser outra, dando a entender que, numa próxima sessão camarária, o executivo vai revogar o parecer negativo aprovado na reunião de 30 de Novembro.

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