Sociedade | 18-12-2022 07:00

Obras no principal jardim de Alverca concluídas cinco anos depois

Obras no principal jardim de Alverca concluídas cinco anos depois
Fernando Paulo Ferreira e Cláudio Lotra inauguraram a requalificação do jardim - Foto CMVFX

Espaço é considerado o pulmão verde da cidade e esteve em obra desde 2017 num trabalho complexo - e oneroso, a rondar um milhão e meio de euros - realizado em quatro fases e que visou dar nova vida a um jardim muito acarinhado pela comunidade.

Depois de cinco anos em obra, distribuída por quatro fases, o jardim municipal José Álvaro Vidal no centro de Alverca viu concluídos este mês os trabalhos de requalificação de quase um milhão e meio de euros que visam dar novas valências e acessibilidade ao espaço.

Muito acarinhado em Alverca, o jardim é considerado o pulmão verde da cidade e um dos seus principais espaços de lazer e convívio. O projecto de requalificação foi desenvolvido pelos serviços municipais do Departamento de Ambiente e Espaço Público e mereceu várias críticas ao longo do processo, em grande medida por haver quem considerasse que se estava a desvirtuar o conceito inicial do jardim. Cinco anos depois os trabalhos estão concluídos e as primeiras impressões têm sido positivas, ainda que a deslocação do monumento ao 25 de Abril das proximidades da Estrada Nacional 10 para o topo norte do jardim ainda não reúna consensos.

A obra teve início em 2017 e foi realizada em quatro fases devido à complexidade das intervenções realizadas. Face à topografia do jardim a principal premissa foi assegurar a acessibilidade, criando condições para que o jardim obtenha, segundo a câmara, a maior extensão pedonal acessível. “Paralelemente as diferenças de cota foram fundamentais para a proposta de novas utilizações, nomeadamente um anfiteatro ao ar livre e a implementação do espaço de jogo recreio na plataforma central”, explica o município.

O parque de jogos é um dos principais atractivos do jardim, com 2.000 metros quadrados, inclui uma zona de equipamento infanto-juvenil e de fitness, para além de zona de recreio infantil e o primeiro parque infantil inclusivo do concelho. “Este espaço multissensorial, pela escolha de pavimentos e equipamentos específicos, permite a sua utilização por crianças com mobilidade condicionada”, refere o município.

Esta última fase da obra - que custou 808 mil euros - permitiu a requalificação de uma área relevante do jardim, introduzindo novas valências e contribuindo para uma leitura global do espaço. O projecto, recorde-se, considerou duas áreas de intervenção: uma com 2.600 m2, na qual se englobou não só a construção de um anfiteatro ao livre como também a requalificação das escadas, dos pavimentos e das zonas verdes adjacentes e outra, com 6.800 m2, que abrangeu a requalificação das restantes zonas verdes, incluindo pavimentos, sistema de rega e plantações.

“Foi efectuada a avaliação fitossanitária das árvores existentes tendo-se procedido à substituição de todos os exemplares que não se encontravam em boas condições e colocavam em risco a segurança de pessoas e bens, bem como à plantação de um maior número de árvores, optando-se pela utilização preferencial de vegetação autóctone”, explica a câmara.

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