Sociedade | 18-12-2022 18:00

Presidente da UDCAS do Sobralinho arguida em mega-processo de fraude fiscal

Mónica Vintém foi surpreendida ao ver o seu nome arrastado para o mega- -processo de fraude fiscal envolvendo a ex-apresentadora de televisão Ana Lúcia Matos. Conta bancária em seu nome é suspeita de ter ajudado a lavar 58 milhões de euros.

A funcionária da Câmara de Vila Franca de Xira e também presidente da União Desportiva e Cultural da Aldeia do Sobralinho (UDCAS), Mónica Vintém, foi surpreendida na última semana ao ver o seu nome arrastado para as investigações do mega-processo de fraude fiscal envolvendo a ex-apresentadora de televisão Ana Lúcia Matos. Mónica Vintém foi constituída arguida no processo depois da Polícia Judiciária ter encontrado uma conta bancária com o seu nome por onde terão passado 58 milhões de euros desde 2018. Foi uma das 600 contas bancárias nacionais confiscadas pelas autoridades.
É uma conta bancária que terá sido aberta sem a presença nem o conhecimento da presidente da UDCAS. O MIRANTE contactou a dirigente mas esta recusou-se a prestar esclarecimentos sobre o caso enquanto estiver em segredo de justiça. Vai continuar a trabalhar no município enquanto decorrerem as investigações, já que o estatuto de arguido não é uma imputação de culpa.
A operação, recorde-se, incide numa cara conhecida da televisão nacional, Ana Lúcia Matos, que já foi apresentadora na TVI e na CMTV e que foi detida no final de Novembro com o companheiro e outros 12 portugueses e franceses suspeitos de envolvimento num esquema de fraude fiscal no IVA que terá lesado os contribuintes europeus em muitos milhões de euros. A investigação é dirigida pela Procuradoria Europeia e está a ser conduzida pela Polícia Judiciária e Autoridade Tributária.
Em comunicado, as autoridades falam de suspeita da prática de crimes de associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Mais de 200 buscas ocorreram em Portugal e em outros 13 países da União Europeia. Quase metade das buscas foram feitas em Portugal. Nas diligências foi apreendido dinheiro num valor superior a dois milhões de euros, automóveis e bens de luxo e confiscadas 47 propriedades.
A Procuradoria Europeia acredita que se trata da maior fraude em carrossel em matéria de IVA jamais investigada na União Europeia. O caso começou com uma empresa portuguesa de venda de tablets e telemóveis. Apesar de ter a facturação e as declarações fiscais em ordem, uma investigação conjunta de procuradores europeus, analistas de fraude financeira e representantes da Europol permitiu estabelecer ligação a nove mil entidades jurídicas e 600 pessoas singulares localizadas em diferentes países do espaço europeu.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1596
    11-01-2023
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1596
    25-01-2023
    Capa Médio Tejo