Sociedade | 19-12-2022

"As pessoas confiam mais nas marcas do que no Governo"

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Manuela Botelho, Secretária Geral da Associação Portuguesa de Anunciantes, foi à Conversas da Cesta (uma tertúlia com 15 anos em Cascais) falar dos desafios da comunicação publicitária.

Manuela Botelho, secretária geral da Associação Portuguesa de Anunciantes, foi a convidada do grupo Conversas de Cesta, que se reuniu pela última vez este ano, e que reúne, para conversar, no segundo e quarto domingo do mês, numa associação da Parede. Com mais de trinta anos de experiência nas áreas do marketing, vendas e direção geral em diversas empresas, Manuela Botelho foi à Parede partilhar com cerca de duas dezenas de tertulianos "os desafios da comunicação publicitária". Durante cerca de duas horas, sempre num modo informal, Manuela Botelho recordou o que era a comunicação publicitária há 30 anos com uma frase que ainda hoje é actual: "do total do investimento em publicidade cinquenta por cento vai para o lixo: o problema é que nunca se chega a saber qual é a metade que resulta e a que acaba por não chegar ao consumidor".
As redes sociais e a sua importância nos dias de hoje foi um dos temas que prolongou a conversa por mais tempo. Na sua opinião, a internet veio dar oportunidades de comunicação às marcas com menos recursos, e ao mesmo tempo proporcionar ao público um maior escrutínio sobre todas elas.
O facto das marcas mais conhecidas, nomeadamente as ligadas às comunicações móveis, estarem a investir em publicidade televisiva sem fazerem referência ao produto, e aos preços, mostra até que ponto o mercado está em evolução e a concorrência é cada vez mais um caso de estudo.
Da conversa, que passou pelo diálogo com quase todos os participantes, ficou a convicção partilhada, apoiada em estudos, que "os portugueses confiam mais nas marcas que no Governo", e que "todos nós já nascemos publicitários, por isso é que sorrimos para chamar a atenção, ficamos roxos de raiva quando nos fazem alguma desfeita, gritamos quando nos fazem doer", entre outros exemplos.
Da conversa ficou ainda a certeza, demonstrada por exemplos que Manuela Botelho conhece no exercício da sua profissão, que as empresas têm hoje, no tempo da Internet, uma maior consciencialização da sua responsabilidade na hora de publicitarem seu produto. "Se venderem gato por lebre mais tarde ou mais cedo pagam caro a ousadia de fazerem publicidade enganosa". Nalguns casos, como exemplificou, "foram as marcas que obrigaram algumas plataformas a serem mais democráticas, a explorarem a publicidade com melhores critérios de edição, e a proibirem o uso e abuso da preponderância que têm no mercado das redes sociais.

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