Sociedade | 20-12-2022 21:00

Inundações causam prejuízos de milhares de euros em Alverca do Ribatejo

Inundações causam prejuízos de milhares de euros em Alverca do Ribatejo
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Carros e todos os pertences dos moradores que estavam nas garagens ficaram destruídos

Chuvas fortes deixaram rasto de destruição em Alverca e até o estaleiro da junta de freguesia sofreu graves danos, deixando os serviços reduzidos a pás e vassouras. Uma dezena e meia de automóveis ficou debaixo de água.

Um rio dentro do prédio, garagens com água até ao tecto, carros submersos, lojas de comércio inundadas e circulação de comboios interrompida. Foi este o cenário vivido pela população de Alverca do Ribatejo, nomeadamente no Brejo, nas madrugadas de 7 e 13 de Dezembro, devido às chuvas intensas que afectaram a Área Metropolitana de Lisboa que, neste caso, destruíram o muro de suporte da Ribeira da Silveira.
Nove automóveis que estavam em garagens, incluindo dois da Associação para a Integração de Pessoas com Necessidades Especiais ficaram submersos e nem o estaleiro da Junta da União de Freguesias de Alverca e Sobralinho escapou às inundações, ficando alagado com mais de metro e meio de água, o que causou estragos em seis viaturas, na varredora mecânica, colunas de som e material de carpintaria, serralharia e pintura.
Segundo o presidente da junta, Cláudio Lotra, o apuramento dos estragos ainda está a ser contabilizado e espera-se que o Governo venha a ajudar a suportar os prejuízos, já que o seguro não cobre a totalidade dos danos. “Foi muito rápido. O rio galgou, a pressão era tanta que rebentou o muro. Perdemos tudo o que tínhamos dentro do estaleiro”, lamenta a O MIRANTE, explicando que com a dimensão dos prejuízos estão previstos constrangimentos no funcionamento dos serviços de desmatação, zonas verdes e obras. “Neste momento a nossa capacidade operacional resume-se a pás e vassouras, por isso, devemos ter constrangimentos nos próximos tempos”, diz.
A O MIRANTE, os moradores contam que na Travessa do Valongo, no Brejo, tudo aconteceu numa questão de minutos. O alerta foi dado pelos residentes do rés-do-chão do prédio, que só perceberam o que estava a acontecer quando viram as portas de casa serem abertas pela força da água. A entrada do edifício ficou submersa e os dois apartamentos sofreram estragos consideráveis e vão precisar de grandes intervenções. Um cenário nunca antes visto por quem ali faz a sua vida há anos mas que, infelizmente, já era anunciado. Há anos que os residentes alertam para os riscos da falta de limpeza e de intervenções na ribeira, agora questionam-se sobre quem recai a responsabilidade. Na madrugada de dia 13 a forte pluviosidade voltou a causar estragos em residências e estabelecimentos comerciais, e a limitar a circulação de comboios devido ao alagamento das linhas.
“Nós já estamos habituados a este cenário. Tenho estado a tirar a água com uma pá porque quero perceber se as arcas funcionam ou não”, desabafa Fernando Torres, dono do restaurante Gare Hotel, situado na Rua da Estação, uma das mais afectadas.

Carros e todos os pertences dos moradores que estavam nas garagens ficaram destruídos

Noite de sobressalto em Vialonga

Na madrugada de 7 de Dezembro também os moradores da Granja, em Vialonga, saíam às ruas com medo das águas da ribeira junto à Rua Primeiro de Maio que galgaram as margens com violência. A água acabou por não inundar habitações e apenas alguns automóveis chegaram a estar em risco. Apesar do sobressalto os moradores conseguiram tirar as viaturas para zonas mais elevadas e não se verificaram danos consideráveis.

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