Sociedade | 23-12-2022 09:34

Comerciantes do centro histórico de Santarém indignados com acção da ASAE

Comerciantes do centro histórico de Santarém indignados com acção da ASAE

A Associação de Comerciantes de Santarém lamentou o momento e a forma de uma acção inspectiva realizada 22 de Dezembro, nas lojas do centro histórico da cidade pela ASAE, a dois dias do Natal e com clientes a serem atendidos.

A Associação de Comerciantes de Santarém lamentou o momento e a forma de uma acção inspectiva realizada 22 de Dezembro, nas lojas do centro histórico da cidade pela ASAE, “a dois dias do Natal e com clientes a serem atendidos”. O presidente da associação, David Dias, disse à Lusa que os agentes da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) entraram nas lojas do centro histórico mostrando os crachás e começando a fiscalizar todo o material e documentação do estabelecimento quando os comerciantes estavam a atender clientes.

“Têm todo o ano para fazer fiscalizações, ou, mesmo num dia como o de hoje, podem escolher horas diferentes ou esperar que os clientes saiam”, declarou, salientando que “os comerciantes não são criminosos” e que, “sempre que alertados, alteram o que tem de ser alterado”. David Dias apontou a “excessiva burocracia” e as dificuldades que os pequenos comerciantes têm para se adaptar à sucessiva legislação, lamentando que a ASAE nunca tenha respondido aos pedidos para participar em sessões de formação e sensibilização, optando por uma ação preventiva antes de avançar para a multa.

“Concordamos com a fiscalização, mas não desta forma. Os pequenos comerciantes são já penalizados com tantas coisas”, declarou David Dias, salientando a importância da época natalícia para a sobrevivência destes pequenos negócios. A proprietária de uma das lojas disse à Lusa que os inspectores entraram no estabelecimento, de pequenas dimensões, quando estava a atender clientes, começando a tirar fotografias e a questionar, nomeadamente, a ausência de datas nas promoções, a falta de um preçário afixado e a “desarrumação”, o que gerou a “indignação” das pessoas que estava a atender. “Quando abri o meu estabelecimento fui pedir informação à ASAE para ter tudo correcto e mandaram-me ler um decreto-lei. Agora dão-me esta prenda de Natal, de passar estes dias em sofrimento, à espera de uma multa que pode ditar o encerramento da minha loja”, disse.

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