Sociedade | 27-12-2022 18:00

Centros de saúde de Benavente e Samora Correia recusam atender bebé

Centros de saúde de Benavente e Samora Correia recusam atender bebé
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Catarina Ferreira teve que ir com o bebé Santiago para o Hospital de VFX depois de ter tentado atendimento nas unidades de saúde de Benavente e Samora Correia. fotoDR

Unidades de saúde de Benavente e Samora Correia recusaram atender bebé de seis meses com vómitos continuados.

Mãe diz que não havia fila de espera mas teve que ir para o hospital aguardar três horas para o filho ser visto por um médico. Situação tem-se repetido e está a indignar a população e autarcas.

Catarina Ferreira deslocou-se ao final da tarde de dia 12 de Dezembro ao Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Benavente com o seu filho de seis meses, que estava a sofrer com vómitos continuados. O atendimento foi recusado e a mãe aconselhada a levar o bebé à Unidade de Saúde Familiar (USF) de Samora Correia, onde o pequeno Santiago tem médico de família. À chegada o episódio repetiu-se: “Disseram-me que não havia consultas e que tinha que voltar na manhã seguinte. Claro que não ia para casa com o bebé a vomitar, correndo o risco de ficar desidratado ou de ter algo grave e fui para o Hospital de Vila Franca de Xira, onde esperei três horas”, conta a O MIRANTE.
A situação relatada por Catarina Ferreira tem-se repetido ao longo dos últimos meses nas freguesias de Benavente e Samora Correia e motivado queixas entre os utentes, que por falta de atendimento, acabam por recorrer às urgências, por vezes sobrelotadas, do Hospital de Vila Franca de Xira. O assunto tem dado que falar e foi abordado na última Assembleia de Freguesia de Samora Correia pela eleita do PSD, Paula Rego, e pelo presidente da junta, Augusto Marques (CDU), que lamentaram o mau funcionamento da unidade de saúde local, que tem médicos e boas condições para funcionar.
Paula Rego partilhou inclusive a má experiência que teve ao ter-lhe sido recusado atendimento em ambas as unidades de saúde, tendo acabado por conseguir, “por favor”, ser vista por um médico na USF de Samora Correia, que estava vazia. O MIRANTE questionou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo sobre o assunto mas não obteve resposta até à data de fecho desta edição.
O bebé Santiago acabou por ter alta hospitalar na noite de 12 de Dezembro depois de ter sido diagnosticado com gastroenterite e ter sido medicado, mas Catarina Ferreira diz não compreender como é que aconselham os utentes a dirigirem-se aos centros de saúde e lá ninguém os atende. “Em Samora Correia estavam duas pessoas sentadas na sala de espera, não havia ninguém que pudesse ver o meu filho? Depois não querem que os hospitais estejam como estão”, afirma, acrescentando que no mês passado já lhe tinha acontecido o mesmo outras duas vezes.

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