Sociedade | 28-12-2022 15:00

Moradores da Quinta do Mergulhão ficam sem acessos quando a ribeira transborda

Moradores da Quinta do Mergulhão ficam sem acessos quando a ribeira transborda
Moradores da Quinta do Mergulhão junto à ribeira onde a força das águas começou a comer o piso da estrada

A ribeira do Mergulhão, em Santarém, galga as margens e inunda a estrada sempre que há períodos longos de chuva intensa como aconteceu na passada semana. A estrada que serve as habitações da zona fica inundada e os moradores pedem soluções.

Sempre que chove demasiado os moradores da zona da Quinta do Mergulhão, em Santarém, vivem a mesma angústia. A estreita estrada que dá acesso às suas moradias, nas proximidades da Escola Alexandre Herculano, transforma-se num lago impedindo a circulação. A última vez que tal sucedeu foi na manhã de 14 de Dezembro e o casal composto por Celeste e Manuel Oliveira esteve duas horas à espera que as águas baixassem para poderem entrar em casa depois de terem saído para fazer compras. O mesmo sucedeu ao vizinho e cunhado Jorge Franco.
O problema é recorrente. Sempre que a ribeira do Mergulhão transborda as estradas ficam intransitáveis. A força das águas tem vindo a escavar a terra por baixo do alcatrão, que já começou a ceder na berma que margina o curso de água. Um pontão sobre a ribeira, que dá acesso à moradia do casal Oliveira, encontra-se também danificado e os moradores temem pela estabilidade da estrutura e pela segurança de quem ali passa diariamente.
A situação agravou-se em Outubro de 2021 quando fortes chuvadas e a força das águas na ribeira começaram a comer as bermas da estrada, que nalguns pontos já se apresenta perigosamente estreita. Umas fitas sinalizadoras colocadas no local advertem para o risco e, dizem os moradores, consistem na única intervenção que a Câmara de Santarém fez até à data no local.
No dia 14 de Dezembro estiveram no local elementos da Protecção Civil e pessoas ligadas ao gabinete do presidente do município, para se inteirarem da situação. Mas os cidadãos pedem, sobretudo, acção e medidas mitigadoras. Fonte do gabinete de apoio ao presidente da câmara diz que a autarquia está já a trabalhar no procedimento para solucionar o problema. A intenção é intervir naquele troço da ribeira de forma a evitar o transbordo das águas sempre que chove com muita intensidade. O estado da estrada está também a ser avaliado para posterior intervenção.
O troço de estrada pavimentada que serve as cinco moradias ali existentes foi alcatroado há uns bons anos por um privado. O restante acesso, que começa na zona do cruzamento para a Escola Agrária e Escola Alexandre Herculano, está em saibro e terra batida, com muitas ondulações e buracos. Esse é outro motivo de crítica. “Desde que a Câmara de Santarém construiu a Rua O não gastou aqui nem mais uma pá de toutvenant”, diz Manuel Oliveira, referindo que nessa altura foram dados terrenos para abrir essa circular urbana à cidade: “Como contrapartida temos estas condições!”, queixa-se o morador.

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