Sociedade | 30-12-2022 15:00

Autarcas de Torres Novas esperam que chaminés demolidas possam ser reconstruídas

Autarcas de Torres Novas esperam que chaminés demolidas possam ser reconstruídas
As duas chaminés demolidas da antiga fábrica António Alves. O que resta de uma das chaminés que poderá ser reconstruída e assim possibilitar o reinício das obras de construção do Intermarché

Gerente de cadeia de supermercados justificou na última Assembleia Municipal de Torres Novas a decisão de deitar abaixo as chaminés da antiga fábrica António Alves. O risco de derrocada das estruturas foi a razão invocada. Autarcas não aceitam as desculpas do empresário.

Vasco Simões, gerente do Intermarché de Torres Novas, foi o primeiro interveniente na última sessão da Assembleia Municipal de Torres Novas. O objectivo era explicar o que se passou para que tivessem deitado abaixo duas chaminés históricas da antiga fábrica. O gestor invocou várias razões para que as chaminés tivesse que ir abaixo, mas os autarcas de Torres Novas, aparentemente, não aceitaram nenhuma das desculpas e explicações técnicas apresentadas por Vasco Simões.
Segundo O MIRANTE apurou, a mesa da assembleia municipal conseguiu evitar a entrada de uma proposta do Bloco de Esquerda (BE) para ser votada a obrigatoriedade do empresário repôr as duas chaminés. O BE terá aceite a sugestão por haver uma opinião generalizada de que primeiro deverá ser o empresário a apresentar uma solução para o problema e só depois os políticos devem tomar as suas decisões sobre o futuro daquelas obras. “O que todos esperamos é que Vasco Simões apresente uma solução para o mal que foi feito. Depois é preciso que os serviços da autarquia analisem as soluções que vão ser propostas, disse a O MIRANTE um vereador que quer ver o problema resolvido, mas também concorda que não se pode ignorar a lei nem desrespeitar os projectos sem as devidas consequências.
Para já, e segundo O MIRANTE conseguiu saber junto de fonte próxima do executivo, a solução poderá ser a recuperação de uma das chaminés que ainda está de pé, entre 3 a 4 metros da sua estrutura, assim como a obrigatoriedade de construir no local algo que lembre para sempre o que foi a antiga fábrica António Alves.
Questionado sobre o tempo que este caso pode levar, prejudicando as obras de construção do edifício do novo Intermarché, a opinião dos autarcas é unânime: “se tiver que haver consultas a organismos externos vai ser um prazo alongado; se a coisa se puder resolver internamente, certamente que a autarquia e todos os autarcas vão facilitar o processo”, disseram a O MIRANTE a maioria dos autarcas com quem falamos.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1596
    11-01-2023
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1596
    25-01-2023
    Capa Médio Tejo