Sociedade | 02-01-2023 21:00

Apoio financeiro garantido para família que perdeu casa no fogo de Freixianda

Apoio financeiro garantido para família que perdeu casa no fogo de Freixianda
Câmara de Ourém vai apoiar Luís e Jorge, irmãos que perderam a sua casa num incêndio que lavrou durante seis dias no concelho

Câmara de Ourém vai apoiar os dois irmãos que perderam a habitação num incêndio que lavrou durante seis dias na União de Freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais. Para já, a família vai viver numa casa arrendada até a sua estar totalmente reconstruída.

O município de Ourém garantiu a obtenção de financiamento público para a reconstrução da casa de primeira habitação totalmente destruída pelos incêndios de Julho deste ano, na aldeia de Santa Teresa, na União de Freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais. Recorde-se que O MIRANTE visitou a casa onde Luís, de 47 anos, e Jorge, de 49, residiam com o pai, Joaquim, de 78 anos, e que ficou reduzida a cinzas num ápice.
O presidente da câmara, Luís Albuquerque, já tinha garantido que a autarquia ia assumir a responsabilidade na reconstrução, mas faltava definir os moldes da intervenção. Na última sessão camarária foi aprovada a proposta de protocolo a celebrar com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, entidade promotora do Porta de Entrada – Programa de Apoio ao Alojamento Urgente. O autarca detalhou a operação revelando os contornos do protocolo institucional que, depois de assinado, vai garantir cerca de 83 mil euros para financiar o arrendamento temporário de uma habitação (até ao montante máximo de 4.500 euros), bem como a reconstrução da casa destruída (até ao montante máximo de cerca de 78 mil euros).

Momentos de terror
O terror vivido a 12 de Julho pelos dois irmãos, no incêndio que durante seis dias lavrou nas freguesias da Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais, é algo que não lhes sai da memória. O incêndio levou-lhes tudo menos a roupa do corpo e as motas que usavam para se deslocar. Na altura em que o fogo arrasava a moradia modesta e o terreno circundante, a poucos quilómetros, na Avanteira, pertencente ao concelho vizinho de Alvaiázere, Luís e Jorge ajudavam os bombeiros e populares que combatiam as chamas numa quinta.
Na azáfama de tentar travar o incêndio não ouviram os telemóveis, que não paravam de tocar com as chamadas dos vizinhos a alertar para o fogo que ameaçava a casa dos dois irmãos. Quando finalmente se aperceberam do sucedido e rumaram à aldeia de Santa Teresa “não havia nada a fazer”, explicou Luís durante uma conversa com O MIRANTE no rescaldo dos acontecimentos.

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