Sociedade | 02-01-2023 10:00

Menos dinheiro na carteira e mau tempo roubam magia ao Jardim de Natal de Azambuja

Menos dinheiro na carteira e mau tempo roubam magia ao Jardim de Natal de Azambuja
Sabina Gonçalves de Vale da Pedra visitou o jardim com os dois filhos, Francisco e Diana

A cada ano que passa o negócio piora, diz quem tenta ganhar algum dinheiro extra no Jardim de Natal de Azambuja. Este ano além da carteira magra nem o tempo ajudou. Famílias confessam que prendas em casa só mesmo para os mais pequenos.

O Jardim do Natal promovido em Azambuja está a decorrer desde 8 de Dezembro e parece que a cada ano que passa o número de visitantes, em vez de aumentar, diminui. Esta é a convicção de boa parte dos comerciantes envolvidos na iniciativa que lamentam também, além da ausência de público, a perda de poder de compra. E como se a crise não fosse suficiente também o mau tempo veio prejudicar o evento, promovido pela Câmara de Azambuja no Parque Urbano Dr. Joaquim Ramos.
Filipa Alves e Ana Faria da Danilândia têm sentido no negócio a pouca afluência de visitantes. As comerciantes de churros e farturas já percorrem feiras há mais de uma década e têm percebido que cada vez menos as pessoas procuram o Jardim de Natal da Azambuja. “Noutros anos costumava estar sempre mais composto, mas este ano dá para perceber que há menos movimento. As nossas vendas têm baixado mas para nós, que vivemos disto, vale sempre a pena continuar a apostar nestas feiras”, explica a O MIRANTE Filipa Alves.
Já Fátima Montez, residente em Azambuja, decidiu levar a neta a passar uma tarde diferente no Jardim de Natal e partilha da mesma opinião. Conta que o evento de Natal costumava ter mais movimento e que este ano teve uma notória diminuição de pessoas a frequentá-lo. “Está realmente menos movimento, menos pais com as crianças. Talvez se tivessem mais alguns divertimentos chamassem mais as pessoas, uns insufláveis, os baloiços, artesanato, talvez ajudasse a trazer mais movimento”, sublinha.
O Jardim de Natal de Azambuja conta com um conjunto de adereços alusivos à quadra incluindo uma pista de gelo, mini-roda, casa dos doces e uma aldeia do Natal. Também foi realizada uma feira do livro usado e houve um espaço com pinturas faciais, modelagem de balões, magias e histórias divertidas. Outra das novidades foi um conjunto de ateliês onde se aprendeu a confeccionar coscorões, bolos de casamento de Vale do Paraíso, broas de mel e o torricado de bacalhau. Até dia 6 de Janeiro o Jardim de Natal vai estar aberto ao público com entrada livre.

Prendas só o essencial
Este ano as prendas foram menos generosas e em menor quantidade porque o dinheiro está a escassear, dizem alguns pais com quem O MIRANTE falou no local. “As prendas vão ser mesmo só para a neta. Como as coisas andam não nos podemos dar ao luxo de gastar sem pensar”, diz Fátima Montez.
Já para Sabina Gonçalves, de Vale da Pedra, apesar do Natal ser sinónimo de consumismo tenta sempre estar atenta aos gastos. Acompanhada dos dois filhos, Francisco e Diana, a família aproveitou a tolerância de ponto dada pelo Estado para conseguir visitar o espaço e aproveitar um programa diferente antes do Natal. “É nos miúdos que nos vamos centrar este ano, as prendas vão mesmo ser para eles e os adultos é sobretudo o espírito da família e estarmos todos juntos. Este ano temos de estar mais atentos ao que compramos”, explica.

Filipa Alves, Ana Faria e Daniela da Danilândia vendem farturas e churros há mais de uma década

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