Sociedade | 06-01-2023 13:46

Escolas na Póvoa de Santa Iria encerradas devido à greve dos professores e pessoal não docente

Escolas na Póvoa de Santa Iria encerradas devido à greve dos professores e pessoal não docente
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O pessoal não docente e os professores estão em greve pelo menos até Fevereiro. A situação está a causar transtorno aos pais e a afectar o ensino dos alunos. A colocação de mais auxiliares depende da Câmara de Vila Franca de Xira.

A greve do pessoal não docente, auxiliares, técnicos, psicólogos e terapeutas levou ao encerramento esta sexta-feira de manhã, dia 6 de Janeiro, da Escola D. Martinho Vaz de Castelo Branco, na Póvoa de Santa Iria. A falta das funcionárias não permitiu a abertura daquele estabelecimento de ensino. Os alunos podem no entanto almoçar na escola, uma vez que é uma empresa externa a fornecer as refeições, mas têm de regressar a casa. O Mirante sabe que devido à greve ao segundo turno, por parte das auxiliares, a escola vai manter-se fechada.
Mais abaixo, na Escola Aristides de Sousa Mendes, os pais foram surpreendidos com a falta de aulas por causa da greve dos professores no primeiro turno. A situação tem complicado a vida aos pais que não têm onde deixar os filhos e acabam por faltar ao trabalho. Faltas estas que não são justificadas, segundo o artigo 249.º do Código do Trabalho.
Recorde-se que no âmbito da transferência de competências na área da educação para as Câmaras, cabe ao município de Vila Franca de Xira colocar o pessoal não docente nos estabelecimentos de ensino. No entanto o concurso para colocação destes funcionários acabou em Novembro de 2022, e os resultados foram publicados em Diário da República em Dezembro de 2022, mas o pessoal ainda não está ao serviço, nem sabe para que escolas vão trabalhar. O MIRANTE questionou a Câmara acerca do assunto e ainda aguarda resposta. Certo é que até Fevereiro os constrangimentos para pais e alunos vão continuar, uma vez que o Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P) está em greve por tempo indeterminado, ao qual se junta o pessoal não docente.
Dia 7 de Janeiro os docentes vão concentrar-se em frente às Câmaras Municipais de todas as capitais de distrito. Já a 14 de Janeiro terá lugar, em Lisboa, uma "marcha nacional pela escola pública”.

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