Sociedade | 09-01-2023 21:00

Pai esfaqueado pela filha no Porto Alto não resistiu aos ferimentos

Idoso esteve dois meses a lutar pela vida mas acabou por não resistir aos ferimentos.

Caso se comprove que a morte se deveu às graves lesões que sofreu na sequência das facadas desferidas pela suspeita e sua filha, Tânia Ferrinho, esta pode ver agravada a moldura penal do crime.

O idoso que foi brutalmente esfaqueado pela filha à porta da sua residência no Porto Alto acabou por morrer em Dezembro depois de ter dado entrada no Hospital de Vila Franca de Xira, em estado crítico, na tarde de 10 de Outubro de 2022. Tânia Ferrinho, suspeita de ter atacado à facada os seus progenitores, está em prisão preventiva indiciada por dois crimes de homicídio na forma tentada, mas pode ver a moldura penal agravada caso se comprove que a morte do idoso se deveu às lesões causadas pelas agressões.
Com 75 anos o homem sofreu várias facadas no peito e barriga e foi deixado pela filha no átrio do prédio a esvair-se em sangue, depois de dois vizinhos, movidos pelos gritos de dor, terem descido as escadas do prédio. Já no interior da habitação, Tânia Ferrinho golpeou a mãe que foi encontrada pelos mesmos vizinhos escondida debaixo de uma cama, completamente ensanguentada. No total a suspeita desferiu 17 facadas aos seus progenitores, com os quais vivia num apartamento na Rua General Vasco Gonçalves.
O crime, recorde-se, aconteceu depois de vários episódios de violência doméstica que eram do conhecimento da vizinhança, autoridades e tribunal que, inclusive, tinha condenado a mulher de 42 anos a pena suspensa e aplicado a medida de afastamento dos progenitores que não foi respeitada.
Ao que O MIRANTE conseguiu apurar, a mãe da suspeita, que antes do ataque já padecia de problemas de saúde e tinha mobilidade reduzida, encontra-se a recuperar numa estrutura residencial para pessoas idosas, onde é visitada por familiares. Os idosos tinham perdido um filho que foi vítima de um grave acidente de viação antes de Tânia Ferrinho ter decidido mudar de nome e de género por não se identificar com o sexo masculino. Um processo que não terá sido facilmente aceite pelos progenitores e que terá sido motivo de discussões que evoluíram para a violência física.

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