Sociedade | 11-01-2023 12:00

Esgotos continuam a inundar horta dos vizinhos em Vale Mansos

Esgotos continuam a inundar horta dos vizinhos em Vale Mansos
João Ferreira queixa-se do derrame de esgotos para o seu quintal

João Ferreira e Maria Albertina Parreira vivem em Vale Mansos, concelho de Coruche, e desesperam há três anos por uma solução.

Sempre que chove os esgotos da fossa do vizinho invadem o quintal onde semeiam produtos hortícolas. Município está a acompanhar a situação.

João Mateus Ferreira e Maria Albertina Parreira, que vivem em Vale Mansos, concelho de Coruche, há mais de quatro décadas, continuam a queixar-se do derrame de esgotos para o seu quintal, provenientes, segundo afirmam, da fossa de um vizinho que transborda com frequência, principalmente quando chove. João Ferreira conta a O MIRANTE que com as fortes chuvas que decorreram em Dezembro a situação agravou-se. “Com o caudal da chuva, que foi imenso, tenho receio que o meu muro caia porque já não está seguro depois das chuvas de Dezembro. Os esgotos transbordam da conduta a céu aberto junto à nossa propriedade e correm pelos terrenos onde temos produtos hortícolas para comer como abóboras, couves, batatas e tomates”, explica o morador, que já se queixou por cinco vezes à Câmara de Coruche.
Contactado por O MIRANTE o presidente do município de Coruche esclarece que a situação ocorre na Rua da Escola, onde existe saneamento básico. “A situação está identificada e existe ali um litígio entre vizinhos. Há uma linha de água e sempre que chove muito a linha de água alaga com alguma frequência. Os serviços da câmara estiveram no local e não se verificou escorrência de esgotos. É natural que a linha de água arraste alguns materiais, partículas, mas nunca identificamos escorrência de esgotos”, justificou Francisco Oliveira.
João Mateus Ferreira e Maria Albertina Parreira garantem que já tentaram chegar a um entendimento com o vizinho que “tem a fossa a céu aberto” mas sem sucesso. “Somos sempre recebidos com gritos e não são capazes de reconhecer a gravidade que estão a cometer, inclusive a nível de higiene e saúde pública”, criticam. A situação ocorre há cerca de três anos e o casal pede ajuda à Câmara de Coruche que está a acompanhar e monitorizar o caso.

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