Sociedade | 12-01-2023 18:00

Cega desde os nove meses Idalina Lopes é uma referência de superação

Cega desde os nove meses Idalina Lopes é uma referência de superação
Idalina Lopes ficou cega anos nove meses devido a uma meningite

A trabalhar na Câmara de Abrantes desde 1990, onde é responsável pelo Serviço de Leitura em Suportes Especiais, diz que ainda há muito por fazer na aplicação do braille ao dia-a-dia dos cegos.

Idalina Lopes ficou cega aos nove meses devido a uma meningite. "Não me lembro de nada, não me lembro de ver, só tenho a noção do escuro e do claro. Consigo desviar-me das coisas, não sei é que coisas são", diz a funcionária da Câmara Municipal de Abrantes. No seu tempo de escola as coisas não eram como hoje, onde as crianças cegas são inseridas no ensino oficial. Os pais eram agricultores e pouco conhecimento tinham sobre o seu problema, mas proporcionaram-lhe os meios necessários para que se integrasse na sociedade.

Em conversa com O MIRANTE a propósito do Dia Mundial do Braille, que se assinalou a 4 de Janeiro, Idalina Lopes conta que foi estudar para Coimbra, num colégio. “Só havia aulas para cegos em Coimbra, Lisboa e Porto", recorda. Foi onde teve o primeiro contacto com o braille, mas não só: Aprendeu a andar na rua, as fazer coisas do quotidiano como vestir-se, lavar-se, tratar de outras crianças com deficiência visual, entre outras. “Tínhamos tudo, desde educação física, orientação e mobilidade, para além de aprendermos a ler e a escrever, sempre através do braille. O braille nunca nos deixou", conta.


*Leia a reportagem completa na edição semanal em papel desta quinta-feira, 12 de Janeiro

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