Sociedade | 12-01-2023 18:00

Escola Profissional de Salvaterra de Magos promoveu viagem às origens do concelho

Escola Profissional de Salvaterra de Magos promoveu viagem às origens do concelho
Iniciativa "Evento de Magos" encheu o auditório da Escola Profissional de Salvaterra de Magos

“Evento de Magos” foi uma viagem às origens do concelho de Salvaterra e contou com a presença de mais de duas centenas de pessoas no serão do Dia de Reis. A iniciativa juntou associações, artesãos, terapeutas e produtores do concelho.

O “Evento de Magos”, iniciativa social organizada por um grupo de formandos de gestão de eventos, encheu o auditório da Escola Profissional de Salvaterra de Magos com capacidade para mais de duas centenas de pessoas. A turma prometeu uma ‘viagem às raízes do concelho’ e juntou na iniciativa associações, artesãos, terapeutas e produtores do concelho.
O espectáculo começou com um discurso do director da escola, Bernardo Duarte, que felicitou a turma pela iniciativa. Instantes depois, subiam a palco a fadista Catarina Foguete, Nuno com o seu acordeão, os bailarinos da Associação Dream Dancing e da Andrade Dance Academy e um grupo de fandanguistas do Rancho Folclórico Regional de Foros de Salvaterra. No átrio da escola estiveram expostos produtos artesanais, terapias alternativas, entre outras actividades, sendo que parte das receitas reverteram a favor dos “Irmãos Leal”, que lutam contra vários cancros há anos e que têm sido frequentemente notícia em O MIRANTE. A iniciativa conseguiu angariar cerca de 400 euros para apoiar as duas crianças.

Das terapias alternativas à produção de mel
Elsa Silva trabalha na área das terapias alternativas desde 2016. Em criança desejava trabalhar no mundo da moda e ser estilista; mais tarde interessou-se pela estética e só depois quis saber mais sobre terapias alternativas. “Quando decidi que queria ser terapeuta já não mudei de opinião”, recorda. Actualmente com 30 anos, fez a sua primeira formação no ramo das terapias alternativas em 2014. Considera-se uma nómada profissional e acrescenta: “não tenho o meu próprio espaço, tenciono primeiro alargar a minha actividade a mais zonas do país e perceber onde faz mais sentido assentar; onde aceitarem mais as terapias alternativas é também onde me sentirei em casa”, vinca, acrescentando que o ramo que escolheu não tem um futuro assegurado.
No stand do lado, repleto de frascos de mel, O MIRANTE falou com Ana Paula e Ana Filipa, mãe e filha, que representavam no evento o negócio do irmão e tio, Asdrúbal Sousa. A produção de mel na família da Ana Paula começou com os avós, numa herdade em Foros de Salvaterra, há 43 anos. O irmão de 57 anos, actualmente o único produtor da família, começou a trabalhar com os avós e o pai e expandiu os apiários, chegando à Glória do Ribatejo, Benavente e Coruche. Produzem cerca de nove toneladas de mel por ano, porém, Ana Paula ressalva que este número é influenciado pelas condições climatéricas. “Nesta altura, em que há a flor do eucalipto, se chover muito, essa flor perde-se e não há aproveitamento do pólen, consequentemente, a produção de mel cai”, explica. Apesar das dificuldades, regra geral, são feitas duas colheitas de mel por ano, a primeira entre os meses de Maio e Junho e a segunda entre Setembro e Outubro. De acordo com Ana Paula, o trabalho tem continuidade nos meses de Inverno em que é necessário “cuidar das colmeias de cada apiário e proteger as abelhas da vespa asiática”, reitera.

Elsa Silva trabalha com medicinas alternativas
Família de Ana Paula e Ana Filipa está ligada à produção de mel

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