Sociedade | 16-01-2023 18:00

Comissão de utentes exige valorização da maternidade de Abrantes

Comissão de utentes exige valorização da maternidade de Abrantes
Manuel Soares, porta-voz da comissão de utentes

Serviço tem passado por transtornos nos últimos meses. A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo alerta que andar a transportar grávidas para outros hospitais sai mais caro que ter o serviço a funcionar em pleno.

E teme que existam problemas com grávidas que tenham de fazer muitos quilómetros para terem assistência.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) volta a apelar à valorização da maternidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo, instalada no Hospital de Abrantes, e exigindo o seu funcionamento 24 horas por dia durante os sete dias da semana, para que não aconteça o mesmo que em Lisboa, com alternância entre os hospitais. Em Outubro a CUSMT tinha já tinha reivindicado a manutenção da maternidade e o serviço ininterrupto. O alerta surge não vá “o director executivo do Serviço Nacional de Saúde, Fernando Araújo, decidir que aquilo que está a fazer em Lisboa até ao final de Março se faça também no Médio Tejo”, diz Manuel Soares, porta-voz da comissão.
A maternidade tem passado por evidentes transtornos nos últimos meses, devido à falta de recursos humanos, nem sempre em número suficiente para as necessidades dos utentes. “Houve uma altura com graves problemas a nível de doenças súbitas, mas a situação agora está mais ou menos regularizada”, disse Manuel Soares, revelando que durante o Natal a maternidade esteve 24 horas encerrada, mas no período de Ano Novo não encerrou.
“Imaginemos uma pessoa que está lá para os confins do concelho de Mação que tem de ter um parto. Terá de ir para Caldas da Rainha ou para Santarém para dar à luz. Há aqui qualquer coisa que poderá funcionar mal”, salienta Manuel Soares, exigindo que os serviços sejam reorganizados e pedindo alguma maleabilidade na constituição das equipas. “Por razões de ordem social, humana e de coesão territorial, a maternidade do Centro Hospitalr do Médio Tejo deve trabalhar 24 horas por dia e sete dias por semana”, reivindica.
Para o porta-voz da comissão, se não se contratam mais profissionais de saúde por razão económica, é certo que o transporte das grávidas para outros hospitais sai mais caro. E critica a Ordem dos Médicos, dizendo que coloca muito rigor relativamente aos serviços públicos, “sendo mais maleável para os serviços privados”. Manuel Soares não quer que exista um ‘ping-pong’ com os utentes, que têm de andar a saltar de hospital em hospital.
Manuel Soares diz que tem de haver muito bom senso nas próximas decisões administrativas, apelando aos autarcas do Médio Tejo para que se mantenham alerta e que previamente tomem posições sobre aquilo que realmente pretendem para estes serviços.

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