Sociedade | 18-01-2023 07:00

Terminam este mês obras incómodas no centro de Alverca

Terminam este mês obras incómodas no centro de Alverca
As obras de requalificação no centro de Alverca causaram vários constrangimentos e afectaram os negócios já fragilizados pela crise

Empreitada tem gerado constrangimentos na Rua Doutor Miguel Bombarda há três meses e gerou algumas queixas da comunidade. Município garante que os trabalhos ficam concluídos em Janeiro.

As obras profundas de requalificação da Rua Doutor Miguel Bombarda, que há três meses têm causado fortes constrangimentos de trânsito e circulação pedonal no centro de Alverca, terminam este mês de Janeiro. Pelo menos essa é a garantia dada pelo município. O alargamento dos passeios, a uniformização das zonas de passadeiras para melhorar as condições de acessibilidade pedonal, a reformulação da sinalização vertical e horizontal, renovação das redes de águas e separação das redes pluviais das de saneamento foram algumas das intervenções feitas durante a empreitada que arrancou em Setembro de 2022.
O projecto foi feito no âmbito do desenvolvimento de territórios mais inclusivos que asseguram acessibilidades físicas mais equitativas e que salvaguardam as questões de segurança rodoviária. Com um custo total de 280.728 euros, o projecto desenvolvido pela Câmara de Vila Franca de Xira contou com 182.485 euros que foram assegurados pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) para reformulação das redes de drenagem do local.

Para os negócios a perda do poder de compra é pior que as obras
Por causa das obras o trânsito teve de ser cortado, o que fez congestionar a Estrada Nacional 10 sobretudo nas horas de ponta. Também para quem vive no local poder chegar a casa com as compras ou estacionar o carro para ir buscar um familiar idoso transformou-se numa dor de cabeça, o que gerou queixas da comunidade. Vários moradores chegaram a criticar a demora no andamento dos trabalhos e o lamaçal em que se tornaram as ruas com as chuvas. O trânsito também afectou outras artérias da cidade que não costumavam ter grande movimento como a Rua João Mantas.
Carla Teixeira, da loja Trapos à P’art, e José Ildefonso, da Lar Lindo, relatam que o barulho causado pelos carros, a dificuldade de estacionamento e as filas de trânsito foram o pior impacto nos seus quotidianos. “Mas compreendemos que estas coisas precisam de ser feitas”, diz Carla Teixeira a O MIRANTE. Para os comerciantes, mais preocupante que os constrangimentos que as obras provocam nos negócios é a sucessiva perda de poder de compra das pessoas. “Actualmente manter o negócio tem sido difícil. Tivemos a pandemia, a guerra e agora com esta crise tem sido realmente difícil. Nem mesmo a época de Natal trouxe melhorias”, acrescenta José Ildefonso que tem a loja aberta há treze anos.

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