Sociedade | 21-01-2023 15:00

Aldeia de Alverca afectada por pedreira começa o ano sem sismógrafos

Moradores querem que a câmara de Vila Franca de Xira seja mais diligente na luta contra a expansão da pedreira da Cimpor em A-dos-Melros

Câmara de Vila Franca de Xira admite que os serviços ainda estão a ultimar a adjudicação dos aparelhos. Alguns moradores dizem continuar a sentir vibrações mesmo depois de ser ordenada a suspensão do uso de explosivos na pedreira próxima da aldeia de A-dos-Melros.

Apesar das promessas feitas aos moradores no final do Verão passado ainda não avançou na aldeia de A-dos-Melros a instalação de sismógrafos por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para medir os impactos da exploração da pedreira da Cimpor situada na zona. O município de Vila Franca de Xira explica que os serviços técnicos ainda estão a ultimar os processos de adjudicação para que o processo avance. “Conto para a semana que o LNEC vá para o terreno. Estamos a fechar esse assunto”, promete o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira.
A instalação dos sismógrafos é um dos passos considerados determinantes para apuramento dos reais impactos das explosões decorrentes da exploração da pedreira da Cimpor. Os moradores queixam-se que a exploração da pedreira está a causar impacto na qualidade de vida e em casas, muros e ruas da localidade, onde são visíveis fendas. A população conseguiu em Dezembro a sua primeira vitória na luta pela defesa das suas casas: depois de uma deslocação à aldeia, a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) mandou suspender o uso de explosivos na pedreira. Ainda assim há quem garanta continuar a sentir explosões ocasionais. A proibição do uso de explosivos está em vigor até que a empresa apresente estudos que comprovem a segurança da operação de exploração da pedreira junto à localidade.
O presidente do município já tinha considerado a suspensão do uso de explosivos “uma enorme conquista” para a comunidade. “Embora não necessariamente definitiva foi a mais eficaz para resolver o problema a partir de uma decisão administrativa que tem efeitos imediatos”, considerou Fernando Paulo Ferreira. Face à decisão da DGEG o município já reuniu com a comissão de moradores e os residentes que agendaram as vistorias técnicas do município que têm como objectivo recolher provas para a acção popular contra a pedreira que vai dar entrada na justiça.
O Governo já tinha considerado que a pedreira da Cimpor está licenciada e a cumprir com o plano de exploração em vigor e que, por isso, pouco mais se podia fazer do que pedir à empresa que cumpra com as normas legais de ruído, poeiras e vibrações.

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