Sociedade | 22-01-2023 07:00

Bombeiros de Azambuja ensinam a salvar vidas no seu aniversário

Bombeiros de Azambuja ensinam a salvar vidas no seu aniversário
Em dia de aniversário a corporação ensinou técnicas de suporte básico de vida à população

Corporação dos Bombeiros de Azambuja celebrou o 91º aniversário com vários eventos incluindo uma formação de primeiros socorros, combate a incêndios, homenagem aos bombeiros e o tradicional desfile de veículos pela vila.

Ter conhecimentos de primeiros socorros e suporte básico de vida é fundamental para dar uma primeira resposta a emergências e pode fazer a diferença entre a vida e a morte. A convicção é dos Bombeiros Voluntários da Azambuja que, no fim-de-semana em que a associação celebrou 91 anos, abriram as portas do quartel à comunidade e realizaram várias formações práticas. Além de primeiros socorros, ensinaram técnicas de combate a incêndios e realizaram os tradicionais desfiles de veículos, missa, homenagem ao bombeiro e sessão solene. A ocasião contou também com a entrega das propostas vencedoras do orçamento participativo de Azambuja.
À frente da formação de primeiros socorros esteve Thays Freixo, adjunta de comando da corporação de Azambuja há quatro anos, posição que ocupa numa altura em que celebra 10 anos de serviço. Sonhava ser fisioterapeuta quando terminasse o secundário mas hoje confessa que não se vê a fazer outra coisa. “Num quartel, quando saímos em missão, somos os olhos uns dos outros e nessas alturas estou ainda mais atenta ao que me rodeia para prevenir que algum dos meus camaradas passe por alguma dificuldade”, confessa. Ciente da responsabilidade, admite que por vezes é difícil gerir o tempo de trabalho com a vida pessoal, mas sabe que ser bombeiro é uma profissão exigente.
Das memórias que traz consigo em 10 anos de trabalho recorda com carinho uma situação de emergência onde, juntamente com colegas, conseguiram reanimar um paciente. “É uma sensação maravilhosa cruzar-me com um senhor na rua e ele agradecer-nos e chegar a ir ao quartel ter connosco”, comenta. Por outro lado, quando algo corre mal, a bombeira tenta abstrair-se admitindo que no início não era fácil. “A partir do momento em que sabemos que fizemos tudo e demos tudo de nós, nada mais podia ter sido feito”, lamenta.

O sonho de uma vida
Paulo Mendes, 46 anos, sempre sonhou ser bombeiro, seguindo a profissão e paixão do pai e do tio. Trabalhou por turnos durante praticamente toda a vida mas agora, num trabalho com horários fixos, confessa a O MIRANTE estar pronto e mentalizado para ser bombeiro. Prova dessa vontade é a deslocação à Praça de Toiros Dr. Ortigão Costa, onde decorreu a acção, para aprender mais sobre primeiros socorros e suporte básico de vida.
Motivado está a terminar os estudos à noite e garante que já pediu nos bombeiros a documentação necessária para ingressar na corporação. Para Paulo Mendes a família é o mais importante e não é o dinheiro que o move mas sim a paixão de saber que vai fazer parte de algo que ajudará a salvar a vida de alguém.
Paulo Mendes defende que este tipo de eventos deveriam existir mais vezes para que a comunidade “começasse a abrir mais os olhos e deixasse de ser tão egoísta”. Para o futuro candidato a bombeiro, a sociedade actual privilegia o ego em vez de ajudar o próximo, algo que o revolta. “Devíamos ser mais uns para os outros, mas o que vejo é que é tudo eu, eu, eu e nunca o outro, temos de combater isso”, termina.

Thays Freixo, adjunta de comando da corporação de Azambuja
Paulo Mendes ambiciona concretizar o sonho de ser bombeiro aos 46 anos

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